Dennis Rodman recorda infância difícil: «O meu pai tinha 16 mulheres e 29 filhos»

Ex-jogador, conhecido pelas suas excentricidades, abre o livro num documentário da ESPN

Dennis Rodman foi uma das mais excêntricas personagens que passaram pela NBA mas, num documentário da ESPN intitulado 'Dennis Rodman: Melhor ou Pior', o antigo jogador falou da infância difícil e do pai que nunca teve. Philander Rodman Jr. abandonou-o quando tinha apenas 3 anos e só reapareceu na sua vida quando o exímio defesa já era uma estrela na NBA.

Rodman cresceu em abrigos na cidade de Dallas, com as duas irmãs mais velhas e a mãe. A mãe trabalhava arduamente para sustentar a família e Rodman era muitas vezes deixado sozinho, à sua sorte. O futuro não era propriamente risonho. "Pensei que iria para a cadeia. Que seria traficante ou que estaria morto. Eram estas as minhas opções."

Assim que terminou os estudos a mãe fez-lhe um ultimato: encontrar um emprego ou sair de casa. "Ela expulsou-me! Mudou as fechaduras. Eu tinha, tipo, um saco de lixo cheio de roupas. Saí de casa e sentei-me nos degraus do complexo de apartamentos sem ter para onde ir. Entrei em casa de um amigo. Ele disse 'podes ficar no quintal, no sofá'."

Durante quase dois anos Rodman trabalhou num supermercado, a ganhar 5 dólares por dia. E jogava basquetebol durante o resto do tempo que lhe sobrava. "Eu não estava triste", lembra Rodman. "Nunca chorei por não ir para casa. Nunca chorei por causa das minhas irmãs e da minha mãe, do meu suposto pai ou de qualquer um dos meus parentes que nunca conheci. Estava acostumado a viver a vida desta maneira".

De 1,70 metros Rodman tornou-se num jovem de 2,08 metros e o jeito para o basquetebol levou-o à NBA. Foi draftado pelos Detroit Pistons em 1986 e afastou-se definitivamente da mãe.

Do pai nem se lembrava. Até que em 1997, quando Rodman já era uma das estrelas da Liga ao serviço dos Bulls, Philander Rodman Jr. reapareceu na sua vida...

"Nós íamos jogar contra os Utah Jazz e eu estava atrasado para o aquecimento", diz ele. "Estava a conduzir e, perto do portão do pavilhão, um tipo negro correu até ao meu carro e disse 'preciso de falar contigo.' Eu respondi 'estou atrasado para o treino'. Ao que ele retorquiu: 'Eu só quero que saibas que sou teu pai'. Foi do nada, exatamente assim. E eu fiquei tipo, 'vou ter que lidar com isto justamente hoje?'"

Rodman partiu do princípio que se tratava de um impostor que queria dinheiro e seguiu o seu caminho. Não pensou mais no assunto, até que a meio de uma paragem durante o jogo viu alguma agitação na bancada. "Alguém me disse 'olha, é o teu pai; ele está a dar autógrafos e entrevistas'."

"Quando o jogo terminou e voltámos para o balneário, um jornalista perguntou: 'sabias que teu pai estava lá em cima?' Eu respondi 'não'. E insistiu: 'Sabias que ele escreveu um livro sobre ti?' Eu respondi 'não'. E ele disse: 'Porque foi um best-seller.' Eu sinceramente ainda achava que tudo não passava de uma grande piada, porque este indivíduo apareceu do nada e eu nunca o tinha visto antes", recordou Rodman.

"Ele tinha 16 mulheres e 29 filhos. Eu fui o primeiro. Alguém me disse isso. E fiquei tipo, 'tanto faz.' Eu estava tão habituado a não ter pai que pensei 'agora é um pouco tarde'."

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