Len Bias: cocaína matou "o rival que Michael Jordan nunca teve" na NBA

Jogador faleceu dois dias após ser escolhido pelos Boston Celtics no draft de 1986

• Foto: Getty Images

Leonard Kevin Bias. Muitos provavelmente nunca ouviram o seu nome mas há quem acredite que poderia ter sido o grande rival de Michael Jordan na NBA. 

Após quatro épocas no campeonato universitário em Maryland, de onde era natural, Len Bias participou no draft da NBA de 1986 e foi a segunda escolha da primeira ronda. Os Boston Celtics, que nesse ano haviam conquistado o título liderados por Larry Bird, garantiam um dos jovens mais promissores do basquetebol norte-americano. Mas em pouco mais de 48 horas tudo mudou.

Len Bias viajou até Boston para se encontrar com responsáveis dos Celtics e também representantes da Reebok, marca que lhe ofereceu um contrato de 1,6 milhões de dólares válido por cinco anos. Quando regressou a casa o jovem reuniu-se com alguns amigos no campus da Universidade de Maryland para celebrar o facto de ter sido selecionado para se estrear na NBA, só que essa decisão revelou-se trágica e Len Bias viria a morrer vítima de uma arritmia cardíaca provocada por consumo de cocaína. Tinha 22 anos. 

"Quem teve o prazer de o ver jogar acredita que Bias teria sido para Michael Jordan o que Larry Bird era para Magic Johnson. Um verdadeiro rival, natural e igualmente feroz, o único rival de uma década que Jordan nunca teve", afirma Michael Wilbon, comentador da ESPN, em declarações ao canal norte-americano.

De facto, os números de Bias deixavam 'água na boca': 16,4 pontos, 5,7 ressaltos e 54% de acerto nos lançamentos. Eram as médias de quatro anos na faculdade, bem ao nível dos registos de Jordan, que dois anos antes tinha sido escolhido pelos Chicago Bulls, na Carolina do Norte: 17,7 pontos, 5 ressaltos e 54%. 

Os especialistas acreditavam que Bias e Jordan pudessem replicar na Conferência Este da NBA a rivalidade e os duelos travados na ACC (Atlantic Coast Conference) e Len Bias era uma forte aposta dos Celtics para o futuro.

No funeral de Bias e perante 11 mil pessoas o treinador da equipa de Boston, Red Auerbach, revelou que há vários anos tentava contratá-lo e admitiu que a morte do jovem era o golpe mais duro para a cidade de Boston desde o assassinato do presidente John F. Kennedy, em 1963.

Por André Antunes Pereira
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