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Canoísta admite ter o "corpo todo arrebentado" mas ter valido a pena porque é a "terceira melhor do mundo"
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A canoísta Beatriz Fernandes considerou esta quinta-feira ser "espetacular juntar os títulos mundiais dos dois extremos" de C1, referindo-se ao triunfo na prova das maratonas em Ponte de Lima, que juntou ao dos olímpicos 200 metros conquistados na Hungria.
"Significa que o trabalho de toda a época compensou, apesar dos meus treinos não serem para esta vertente. Estou super feliz por ser campeã do mundo dos 200 metros e das maratonas, os dois extremos. É espetacular", destacou, em declarações à Lusa.
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Depois do ouro no início do mês na olímpica C1 200 metros nas regatas em linha (velocidade) em Szeged, cidade magiar que é a capital internacional da canoagem, a limiana dominou por completo a competição de maratonas, de 22,6 quilómetros no Rio Lima.
"Foi a minha primeira maratona a nível internacional, não sabia como estavam as outras competidoras. Sabia que podia quebrar em algum momento, ter de partilhar onda, mas correu tudo bem e aguentei até ao fim", regozijou-se.
Beatriz Fernandes admitiu que foi "ainda mais especial" ser campeã do mundo na sua Ponte de Lima, assumindo que o facto de treinar diariamente nesta zona "ajudou imenso".
A caloira de Biologia Clínica no Instituto Politécnico de Coimbra quer estar em Paris'2024 (C1 200), contudo aponta como próximo objetivo poder mostrar novamente valor nos Jogos Europeus Cracóvia'2023.
"Esses objetivos são ainda longínquos, mas, essencialmente, é treinar e acreditar", sentenciou a atleta que espera "inspirar" outras jovens a praticar canoagem.
Nos Mundiais da Hungria, no início de setembro, Beatriz Fernandes tinha sido também bronze em C1 1.000 metros e prata em C2 500 misto com Martim Azevedo.
A canoísta portuguesa concluiu a sua prova em 01:09.06 horas, batendo a ucraniana Anastasia Dezhytska por 1.39 minutos e a compatriota e conterrânea Ana Pereira por 3.21.
"Trabalhei imenso para isto, porém não acreditava que era possível chegar tão longe. Pensei num bom resultado, não numa medalha. Felizmente consegui e o trabalho foi recompensado", congratulou-se Ana Pereira.
A jovem de 17 anos, que está no primeiro ano de Enfermagem, ultrapassou uma rival italiana na última portagem e nunca mais perdeu a posição.
"A única coisa que pensei foi ou é dar tudo agora ou não. Foi até não poder mais. Estou com o meu corpo todo arrebentado. Valeu a pena porque consegui e agora sou a terceira melhor do mundo", completou.
Os Mundiais de maratonas juntam até domingo 890 canoístas, oriundos de 36 países.
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