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"Depois da rondagem, contei que o Mads fosse apertar mais um bocado. Tentou, mas consegui segurá-lo. A partir desse sprint, fiquei com a noção de que na última reta, se saísse na frente, era quase impossível ganharem-me", assumiu.
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O canoísta português Fernando Pimenta assumiu hoje que a medalha, de ouro, conquistada na short race dos mundiais de maratonas, em Ponte de Lima, foi "a mais saborosa" da sua carreira, por ter sido conquistada em "casa".
"A mais saborosa. Acho que nem os pódios olímpicos conseguem destronar esta medalha. Vale quase tudo", garantiu, à Lusa, após a prova de 3,4 quilómetros no Rio Lima, na qual aumentou o seu pecúlio para 122 medalhas em provas internacionais.
Pimenta, que esteve sempre na frente, cumpriu a regata em 12.49 minutos, batendo o dinamarquês Mads Pedersen, que ainda forçou na reta final, por 65 centésimos de segundo, enquanto o espanhol Ivan Alonso, que ficou a 19,48 segundos, assegurou o bronze.
"Depois da rondagem, contei que o Mads fosse apertar mais um bocado. Tentou, mas consegui segurá-lo. A partir desse sprint, fiquei com a noção de que na última reta, se saísse na frente, era quase impossível ganharem-me", assumiu.
O limiano destacou a importância de ter feito as portagens (percurso de cerca de 100 metros em que os canoístas pegam no caiaque e fazem um percurso a correr em terra) "sem falhas, com cabeça", não incorrendo nos riscos que o fizeram perder o título mundial de K1 5.000 em agosto, no Canadá. "Nos metros finais, com esta plateia que aqui está hoje, foi qualquer coisa do outro mundo. Quando soube que o mundial de maratonas era aqui, foi um sonho (ser campeão do mundo). Trabalhei muito para conseguir este título aqui em casa", desabafou.
Depois de três medalhas nos mundiais e outras tantas nos europeus, em agosto, no Canadá e Alemanha, respetivamente, todas em velocidade (regatas em linha), Pimenta prolongou a época ao limite, para poder representar Portugal na sua terra, um desafio que obrigou a grande esforço. "Foi muito duro. Depois de atingir grandes objetivos, com medalhas em europeus e mundiais, voltar ao terreno, fazer seletivas com pouco tempo de preparação, fazer treinos específicos que não fazia há 10 anos... foi muito duro e cansativo. Deixou muitas marcas de guerra nas mãos e pés. Conseguir este título aqui... Ainda não consegui por os pés no chão e só amanhã, quando acordar e vir a medalha, é que vou acreditar", confessou o canoísta do Benfica.
No sábado, na prova longa de K1, deseja "ir no grupo da frente e dar um bom espetáculo", numa prova "sem expectativa", por não ser a sua especialidade, assumindo ainda o "bom feeling" para domingo, quando fizer o K2 com José Ramalho.
Esta foi a quinta medalha de Portugal nos mundiais de maratonas, que até domingo juntam em Ponte de Lima 890 canoístas, oriundos de 36 países.
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