Orlando Azinhais, nome grande do desporto português, faleceu subitamente, no sábado, na sua residência de férias em Santa Cruz. Tinha 71 anos e uma vida dedicada à sua paixão: a esgrima.
Quem com ele privou de perto recorda-se da sua gentileza e, sobretudo, da extrema discrição, embora fosse uma figura bem conhecida no meio desportivo ao longo da segunda metade do século passado.
Nascido na Marinha Grande, a 9 de Setembro de 1993, Orlando Azinhais fez de tudo um pouco na vida. Licenciado em Ciências Geológicas pela Faculdade de Ciências de Lisboa e em Farmácia pela Faculdade de Farmácia de Lisboa foi, contudo, no Liceu Camões que tomou o gosto pela prática desportiva, dedicando-se à esgrima, ao atletismo e ao tiro. Mas foi a primeira modalidade que abraçou de corpo e alma, arrecadando diversos títulos regionais e nacionais – foi campeão absoluto durante vários anos em florete, espada e sabre –, tendo marcado presença nos Jogos Olímpicos de Roma em 1960.
Na esgrima, não ficou pela prática. Foi ainda dirigente da federação, árbitro (nacional e internacional), treinador – chegou a orientar a Selecção Nacional – e foi ainda colaborador de Record, onde escreveu sobre a modalidade.
Hoje, realiza-se a missa de corpo presente, às 14.30, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa, de onde partirá o corpo (15 horas) para o cemitério de Benfica. À família enlutada, o nosso jornal apresenta sentidas condolências.
No Museu do Desporto
Entre as muitas actividades desportivas e profissionais que abraçou, Orlando Azinhais ficará também conhecido por ter fundado o Museu Nacional do Desporto, do qual foi o seu primeiro director. Destacou-se ainda como inspector dos Desportos da Direcção-Geral da Educação Física, Desportos e Saúde Escolar.