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JOSÉ Santos, técnico do Recer-Boavista, considera que Delmino Pereira ainda pertence ao ”lote dos melhores cinco ciclistas portugueses” e quer sensibilizá-lo para fazer mais uma temporada.
Com 31 anos, o ciclista axadrezado já anunciou que pretende abandonar o ciclismo no final deste ano e, por conseguinte, esta seria a sua última Volta a Portugal para o corredor que, em 1995, teve a sua melhor classificação na prova com um terceiro lugar, tendo ganho também nesse ano o prémio da montanha.
Delmino Pereira mostrou-se satisfeito por saber que o seu técnico ainda quer que ele corra mais um ano, mas adiantou ao nosso jornal que só tomará uma decisão sobre isso a seguir à Volta a Portugal. ”Tudo na vida é feito por objectivos e, em princípio, já tinha previsto abandonar no final da época. Mas para mudar de opinião têm de me apresentar um projecto ambicioso que valha a pena fazer mais um esforço”.
Esse esforço, no dizer de Delmino Pereira, tem a ver com a possibilidade de o Boavista se reforçar para a próxima temporada, deixando de ser aquela equipa discreta. ”Custa-me um bocado ser o chefe-de-fila desta equipa e também não quero prejudicar as ambições do nosso técnico. Se, por exemplo, um Vítor Gamito ou um Cândido Barbosa vierem para o Boavista já tenho um objectivo: trabalhar para eles, de forma a que possam ganhar a Volta ou etapas da Volta. Isso é um excelente incentivo”, adiantou Delmino Pereira.
Para José Santos a temporada do Recer-Boavista tem correspondido ”às expectativas iniciais”, mas o técnico não deixa de salientar que ”o comportamento tem sido relativamente discreto”. Para uma equipa que sete neo-profissionais e onde a maior parte dos corredores são muitos jovens, José Santos diz que ”todos eles têm cumprido” e como equipa o Recer-Boavista ”não deixa de marcar uma posição de relevo no panorama nacional”.
E enfatiza: ”Podemos não ter homens para ganhar grandes prémios, mas posso considerar que tenho uma boa equipa em termos de futuro”.
A propósito da próxima temporada, José Santos diz que tudo começará a ser definido após a Volta. ”Se não começo a estar cansado de o Boavista estar a perder terreno para outras equipas? É óbvio que sim. Começo a estar um pouco desiludido, pois as outras equipas vêm sempre buscar ciclistas e o Boavista não dá réplica. É um bocado essa a filosofia do clube, até como acontece no futebol”. Mas a meia-frustação de José Santos aviva-lhe a memória: ”Sou o último treinador português com uma vitória de um ciclista luso ao serviço de uma equipa nacional na Volta, através do Joaquim Gomes, em 1993”.
Entretanto, o director desportivo da Recer-Boavista poderá ter de enfrentar uma contrariedade importante no escalonamento da equipa para a Volta, já que Carlos Teixeira está lesionado num joelho e só quinta ou sexta-feira saberá se está em condições de competir. ”Sinto uma ’pontada’ no joelho. Deveria ter ido treinar hoje (quarta-feira) com o Orlando Rodrigues, mas fui obrigado a alterar os planos”, salientou o trepador axadrezado.
NORBERTO SANTOS
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