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Ninguém sabe se o destino teria sido diferente se tudo se tivesse processado de forma mais rápida...
Não é preciso ser um amante de ciclismo para saber quem foi Joaquim Agostinho, um dos grandes mitos do desporto nacional, que desapareceu há precisamente 29 anos.
A 30 de abril de 1984, o ciclista natural da aldeia de Brejenjas, em Torres Vedras, foi vítima de uma queda na Volta ao Algarve, envolvendo um cão. Este acidente viria a revelar-se fatal dez dias depois.
Joaquim Agostinho foi levado do local da queda para a pensão onde a equipa estava instalada e durante a tarde caiu na casa de banho do quarto que partilhava com Benedito Ferreira. A partir daí, o ciclista foi assistido no Centro de Saúde de Loulé, no hospital de Faro e por último em Lisboa, transportado por uma ambulância que todos dizem ter demorado muito tempo a chegar à capital.
Ninguém sabe se o destino teria sido diferente se tudo se tivesse processado de forma mais rápida, mas a verdade é que quando chegou a Lisboa já nada evitou que Joaquim Agostinho entrasse em coma e falecesse precisamente dez dias após sofrer um traumatismo craniano, que lhe provocou um coágulo de sangue no cérebro.
Era atleta do Sporting, tinha 41 anos e um historial de vitórias invejável. Os títulos que tinha conquistado fazem com que nos dias de hoje ainda o considerem o melhor ciclista português de todos os tempos.
Joaquim Agostinho deixou a sua marca no Tour, a mítica prova francesa onde conquistou um lugar no pódio por duas vezes, em 1978 e 1979 (3.º lugar), e ainda cinco vitórias individuais em etapas. Já na Volta à Espanha chegou a alcançar o 2.º lugar do pódio, em 1974.
A nível nacional, venceu campeonatos de fundo, por equipas e de perseguição individual, e ainda seis voltas a Portugal (foi desclassificado em duas, por doping).
Esta sexta-feira foi dia de recordar o campeão, que se ainda fosse vivo teria agora 70 anos e muitas histórias para contar.
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