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Já o holandês Harrie Lavreysen faz 'hat-trick' nos Mundiais de Ballerup
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A ciclista dinamarquesa Julie Leth encerrou este domingo a carreira com dois títulos mundiais, o último na corrida de pontos dos Mundiais de pista, em Ballerup, na Dinamarca, em que o holandês Harrie Lavreysen completou o hat-trick.
Na corrida de pontos em que a portuguesa Daniela Campos foi 12.ª, brilhou a atleta da casa, deixando para trás a rainha da pista, a belga Lotte Kopecky, na segunda prata nesta edição para a estrela, e a irlandesa Lara Gillespie, terceira.
Leth, que já tinha anunciado que se vai retirar no final do ano, a par de outra lenda do ciclismo dinamarquês, Michael Morkov, ainda não tinha nenhum título mundial, mas depois deste fim de semana tem dois, logo a acabar.
"É inacreditável. Tenho andado a falar muito, esta deve ser a minha 10.ª entrevista, e digo que estou sem palavras, mas claramente não estou. Sinto-me tão sortuda, porque pouca gente pode viver isto. Pensar que já o tinha vivido no sábado [com o ouro no madison], poder acontecer hoje outra vez deixa-me muito agradecida e orgulhosa", explicou aos jornalistas.
Ao todo, vai fechar com cinco medalhas em Mundiais, além de uma prata no madison em Tóquio'2020 e quatro medalhas em Europeus de pista, despedindo-se em casa. "Este público é fantástico. O barulho que se ouve na pista não se apanha na estrada ou em mais corrida nenhuma. O meu coração pertence ao ciclismo de pista", comentou, sobre a ovação ensurdecedora que recebeu.
Apesar de tudo isto, não pondera reequacionar a retirada. "Só [vou correr] mais este inverno. Sinto-me pronta para fechar este capítulo. Podia continuar, porque amo isto, mas é tempo de perseguir outros sonhos. Já tinha pensado em parar após Tóquio'2020", assume.
Fechando "um ciclo perfeito", porque correu na Ballerup Super Arena os primeiros Mundiais da carreira, uns campeonatos júnior em 2010, a ciclista de 32 anos chamou à bancada "amigos e família de todo o mundo". "Sinto-me muito privilegiada e sortuda por poder acabar nos meus termos. E acabar no topo, duas vezes, e em casa? É incrível, estou superorgulhosa", acrescenta.
Começam a faltar as palavras para Harrie Lavreysen, que usou estes Mundiais para se isolar como mais titulado pistard de sempre, aumentando hoje o recorde para 16 ouros, com o título individual de sprint.
Foi o sexto ano seguido em que venceu este evento, aumentando uma lista de conquistas que pode continuar a subir até aos Jogos Olímpicos Los Angeles'2028, em que os seus cinco títulos ameaçam o ciclista com mais ouros de sempre em Jogos, o britânico Jason Kenny, que tem sete.
Nesta prova do sprint, bateu um compatriota na final, Jeffrey Hoogland, com o japonês Kaiya Ota em terceiro.
No keirin feminino, e depois de três medalhas em edições anteriores, a japonesa Mina Sato chegou finalmente ao ouro, deixando para a holandesa Hetty van de Houw a prata e para a britânica Katy Marchant o bronze.
A corrida de eliminação também sorriu à Dinamarca, com Tobias Hansen a somar novo título mundial, depois da perseguição por equipas, numa corrida excelente do jovem português Diogo Narciso, quinto.
O italiano Elia Viviani acabou no segundo lugar, com o canadiano Dylan Bibic no lugar mais baixo do pódio.
O madison masculino fechou o programa dos Mundiais na Ballerup Super Arena, com os alemães Roger Kluge e Tim Torn Teutenberg em plano de evidência, vencendo com autoridade.
Rui Oliveira, campeão olímpico desta corrida em Paris'2024 ao lado de Iúri Leitão, fez desta feita dupla com o irmão, Ivo Oliveira, e foram quartos classificados, a seis pontos do pódio, numa grande corrida.
Os belgas Lindsay de Vylder, campeão do omnium, e Fábio van den Bossche ficaram com a prata, enquanto o bronze consagrou os dinamarqueses Niklas Larsen e Michael Morkov, este último na sua despedida como profissional.
No cômputo geral, a Holanda acabou por ultrapassar os britânicos no último dia da luta pelo topo do medalheiro, acabando com 11 medalhas, contra 13 britânicas, mas quatro ouros e cinco pratas, contra quatro ouros e outras tantas de prata dos rivais.
Nota para a prestação da Dinamarca, que a correr em casa ficou com o terceiro lugar nesta tabela, com sete medalhas, quatro delas de ouro.
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