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Comissários corrigiram tempos
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O italiano Alessandro Pinarello (NSN) é o novo líder d'O Gran Camiño, após uma terceira etapa vencida pelo ciclista espanhol Iván Romeo, companheiro na Movistar do terceiro classificado Nelson Oliveira.
Apesar de ter sido Jorgen Nordhagen (Visma-Lease a Bike) a subir ao pódio para vestir a amarela, foi mesmo Pinarello que substituiu Rafael Reis (Anicolor-Campicarn) na liderança da geral da prova galega, com os comissários a 'corrigirem' mais de uma hora depois do final da tirada o erro inicial na classificação após um desempate feito pelas centésimas do contrarrelógio inaugural.
O Alto Pico Muralla destronou 'Rafa' e deixou Oliveira, 10.º na tirada, como melhor português na geral da quinta edição da prova galega, que passou a ser liderada pelo italiano da NSN com o mesmo tempo do jovem norueguês. O experiente ciclista luso da Movistar fecha o pódio, a 12 segundos.
Foi uma aceleração de Romeo na subida de segunda categoria situada a uns 35 quilómetros do final que precipitou os acontecimentos, com o espanhol a isolar-se já na parte final para cortar a meta em solitário em 03:52.33 horas.
A 15 segundos chegaram Pinarello e o espanhol Abel Balderstone (Caja Rural), respetivamente segundo e terceiro, numa jornada em que Oliveira foi o melhor português, na 10.ª posição, a 44 segundos.
Ainda nem uma dezena de quilómetros estavam decorridos dos 169 entre Carballo e Padrón quando José Bicho (Tavira-Crédito Agrícola), Pedro Silva (Boavista-Feira dos Sofás) e Finnegan Murphy (Meridian Racing) fugiram ao pelotão, mas o trio não foi longe.
Pouco depois, formou-se uma nova fuga, com Miguel Salgueiro (Tavira-Crédito Agrícola), Fábio Costa (Boavista-Feira dos Sofás), Simão Costa (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), Jacob Roy e Joshua Lebo (Meridian Racing) e Xabier Isasa (Euskaltel-Euskadi), que conseguiram uma vantagem superior a dois minutos.
Na ascensão ao Pico Muralla, Iván Romeo acelerou no pelotão e selecionou o grupo, 'obrigando' Reis a despedir-se da amarela e 'traindo' o seu colega português, que procurava novamente chegar ao comando da geral.
"A subida não era tão dura como eu esperava, o problema foi mesmo a velocidade. Houve ataques aos quais eu não podia responder", reconheceu Oliveira no final.
Adam Yates (UAE Emirates) assumiu a liderança do restrito grupo e o ritmo do britânico, grande favorito a ganhar a quinta edição d'O Gran Camiño, condenou a fuga a 41 quilómetros da meta.
Miguel Salgueiro ainda resistiu um pouco mais na companhia de George Bennett (NSN), que deixaria para trás o português após ter atacado no grupo de favoritos, antes de ser alcançado por Abel Balderstone.
A meio dos oito quilómetros de subida Romeo, Nordhagen, Yates e Pinarello juntaram-se ao duo da frente, com os seis a colaborarem até aos sprints bonificados, onde a harmonia terminou e o italiano da NSN e o líder da Visma-Lease a Bike amealharam segundos.
A disputa pelas metas volantes foi aproveitada por Romeo, Pinarello, que também bonificou na meta e assim chegou à amarela, e Balderstone para se destacar, com o campeão espanhol a atacar nos derradeiros 10 quilómetros e a ganhar uma margem confortável que lhe permitiu chegar isolado à meta.
"O plano era ganhar aqui comigo ou com o Carlos [Canal]. Soube jogar bem a minha cartada e estou muito contente", disse o vencedor da etapa, que subiu a sexto, a 29 segundos da liderança.
Na sexta-feira, a quarta etapa promete ser decisiva nas contas da geral, com os 145,7 quilómetros entre Xinzo de Limia e o Alto de Cabeza de Meda a incluírem duas contagens de montanha de primeira categoria, a última das quais a coincidir com a meta.
"O objetivo na minha cabeça era tentar vestir a amarela. Infelizmente, não foi possível. Amanhã [sexta-feira], será um dia bastante mais complicado do que hoje, porque é uma chegada em alto, e aí já estão os verdadeiros escaladores a trabalhar", admitiu Nelson Oliveira.
O veterano da Movistar, de 37 anos, terá dificuldade em manter o terceiro lugar da geral, tal como Tomas Contte (Aviludo-Louletano-Loulé) a camisola da montanha.
"Este é o nosso objetivo para esta corrida. Sabíamos que hoje ia ser um dia muito difícil para somar pontos, porque a contagem de montanha estava muito perto da chegada e tinha acordado cansado do dia de hoje. Optámos por deixar ir a fuga e tentar recuperar o máximo possível para amanhã [sexta-feira]", confessou à Lusa o argentino, antecipando novo dia fugido na quarta etapa.
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