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"Os peritos da ADoP dizem que é anormal. Eles é que mandam. Como é que eu me vou defender...
O ciclista Sérgio Ribeiro, suspenso 12 anos por irregularidades no passaporte biológico, garantiu esta sexta-feira estar inocente e de consciência tranquila, negando ter-se dopado.
"Estou de consciência tranquila. Tentei sempre defender-me neste caso com a maior clareza possível, a consultar médicos, hematologistas, médicos peritos no passaporte. Tenho relatórios em meu poder que me dizem que o meu passaporte é perfeitamente normal, é de um desportista normal. Estou de consciência tranquila, agora estou muito triste. Isto arruína completamente com a minha carreira, com a minha vida", disse em declrações à Lusa.
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Sérgio Ribeiro, que ainda não foi notificado da decisão do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), quis falar "abertamente" do caso por não ter "nada a esconder".
"Não temo nada. Infelizmente estou a passar por isto. Estas pessoas parecem que brincam com a vida de uma pessoa. Levantam suspeitas, provavelmente é de 'y' e de 'z', não me afirmam nada com certezas. Tenho relatórios meus que dizem que o meu passaporte é supernormal. Os peritos da ADoP dizem que é anormal. Eles é que mandam. Como é que eu me vou defender quando quem manda não aceita as justificações mesmo que sejam médicos especializados no assunto?", questionou.
Para o vencedor da camisola da regularidade da Volta a Portugal de 2010 e 2011, a Autoridade Antidopagem de Portugal faz o que quer e "ponto final".
Sérgio Ribeiro assegurou estar disposto a esclarecer tudo e a entregar os relatórios em seu poder. "O que eles dizem é que estiveram a analisar o meu passaporte biológico e que é altamente provável que as variações, que não sei quais são, podem ser por métodos ou vias ilegais. Quando fui confrontado com isso - estamos a falar de análises de 2011 - recorri aos meus médicos, a pessoas que me pudessem dar alguma segurança para me saberem explicar o que se estava a passar. E pensando o que tive, vírus, etc., nessa data chegaram à conclusão que não faz se quer sentido", contou.
"Serginho", que confessou estar "destroçado" até pelo timing da decisão -- a 75.ª Volta a Portugal arranca na quarta-feira -, não põe de parte que o seu caso se deva ao facto de ser "um alvo muito fácil" por ter "um passado" e de ser preciso justificar o dinheiro gasto no passaporte biológico.
"Em 2007, assumi, porque sou homem suficiente. Nunca precisei de andar a mentir a ninguém. Cometi esse erro, ponto final, assumi e tive um castigo merecido. Não posso andar a vida inteira a ser condenado e apontado por um erro do passado. Agora depois de tantos controlos, não me apanharem substância nenhuma... não sei o que pensar", continuou, recordando o positivo por EPO que o fez estar suspenso por dois anos.
O ciclista de 32 anos garantiu que vai recorrer da pena imposta pela FPC para tentar provar a sua inocência. "Seja daqui a um mês, dois, um ano, quatro. Quero provar a minha inocência. Vou falar com o meu advogado, para que um dia mais tarde as pessoas vejam que foi cometida uma grande injustiça", concluiu.
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