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Integrado num grupo de ciclistas que empreendeu uma fuga a 38 quilómetros da meta, Paolo Bettini, da Mapei, acabou por superiorizar-se ao belga Geert Verhayen, vencendo ao ”sprint” a nona etapa da ”Grand Boucle”
O ITALIANO Paolo Bettini, da Mapei, vencedor surpresa da edição deste ano da clássica Liège-Bastogne-Liège, na Bélgica, confirmou o seu bom momento de forma, ao ganhar a nona etapa da ”Grand Boucle”, disputada, domingo, entre Agen e Dax, num percurso de 181 quilómetros.
”Paolino”, como é conhecido entre os seus colegas de formação, impôs-se ao ”sprint” ao belga Geert Verheyen (Lotto), ao espanhol José Angel Vidal (Kelme) e ao francês Didier Rous (Bonjour), grupo que a cerca de 38 quilómetros da meta, na contagem de montanha de quarta categoria instalada no alto de Montaut, empreendeu uma fuga bem sucedida, apesar de na chegada a Dax o pelotão ter registado o mesmo tempo.
”Liège-Bastogne-Liège era a corrida com que eu sonhava em miúdo e quando ganhei foi uma grande emoção. Mas o Tour é o Tour...”, começou por afirmar o ciclista de 26 anos, natural da Toscânia, acrescentando: ”Tinha pensado nesta vitória de manhã, pois queria tentar a minha sorte antes das etapas de montanha. A partir de amanhã (segunda-feira) a prioridade da nossa equipa é apoiar o Manuel Beltran e o Daniele Nardello, mas também temos de ’jogar a carta Bartoli’ (n.d.r. Michele Bartoli), já que se ele obtiver um bom resultado, tem boas hipóteses de discutir a vitória na prova.”
Aliás, a estreia da alta montanha no ”Grand Boucle” levou muitos corredores a optarem por uma estratégia de ataque. Depois do corte provocado pelo grupo de Bettini, houve várias tentivas de fuga, sempre bem anuladas pela Festina de David Plaza, vencedor da última Volta a Portugal pelo Benfica.
De resto, a Festina acabou por ser a principal responsável pelo ritmo elevado em que decorreu a tirada. Um andamento justificado talvez pela luta das diversas camisolas e pelos interesses das equipas mais modestas, que tinham uma das últimas oportunidades para ”aparecerem” na prova.
Na classificação geral não se verificaram alterações significativas, com o veterano Alberto Elli, da Telekom, a segurar a camisola amarela.
“O Tour começa amanhã (segunda-feira). A partir de agora vou concentrar-me acima de tudo em ajudar o Jan Ullrich a vencer o Tour”, referiu Elli, que deverá, no entanto, manter a liderança depois do difícil teste dos Pirenéus.
Refira-se que o português Orlando Rodrigues, da Banesto, terminou a etapa em 73º, com o mesmo tempo de Bettini, ocupando agora a 97ª posição da geral.
MAU TEMPO ASSUSTA
A décima etapa do Tour, que se disputa segunda-feira entre Dax e Lourdes-Hautacan, na distância de 205 quilómetros, marca o início da “semana diabólica” na prova. A alta montanha estreia-se e logo perante um cenário mítico: os Pirenéus.
Alto de Marie-Blanque (1035 metros), alto d’Aubisque (1709m), alto do Soulor (1474m) e alto de Hautacan (1560m) serão as principais dificuldades numa tirada que está a causar bastante apreensão aos organizadores, devido às previsões meteorológicas.
Segundo as últimas informações, a probabilidade de chover, em conjunto com o frio e o nevoeiro que se esperam, podem representar uma verdadeira catástrofe para o pelotão, dado que podem provocar muitas quedas e desistências.
Apesar de tudo, as expectativas em relação à passagem pelos Pirenéus são muitas, até porque este será o primeiro teste para os trepadores e para os candidatos à vitória final.
A partir de segunda-feira as atenções estarão centradas em Lance Armstrong, Laurent Jalabert, Abraham Olano, Jan Ullrich, Alex Zulle, Richard Virenque, Fernando Escartin e principalmente Marco Pantani.
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