Tour: Pogacar acredita que 57 segundos ainda são recuperáveis

Apesar de esta quarta-feira ter perdido segundos para o camisola amarela na 17.ª etapa

• Foto: Reuters

O ciclista esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates) acredita que ainda é possível destronar o compatriota Primoz Roglic (Jumbo-Visma) na Volta a França, apesar de esta quarta-feira ter perdido segundos para o camisola amarela na 17.ª etapa.

"A rampa final era muito violenta. Perdi um punhado de segundos. Queria ganhar, mas estou satisfeito com o resultado. O Tour ainda não acabou. Uma diferença de 57 segundos ainda é recuperável", estimou o jovem líder da UAE Emirates.

Pogacar travou uma luta com Primoz Roglic nos últimos quilómetros da subida a Col de la Loze, acabando por ceder 15 segundos para o camisola amarela, que, graças às bonificações inerentes ao seu segundo lugar na tirada vencida pelo colombiano Miguel Ángel López (Astana), ainda conquistou mais dois.

"A Bahrain-McLaren impôs um ritmo realmente rápido en la Madeleine e, no Col de la Loze, a corrida explodiu nos últimos quilómetros. Num final tão duro, estou contente por não ter perdido mais tempo. Pela altitude [2.304 metros], foi um dos finais [de etapa] mais difíceis que já fiz", assumiu.

Segundo da classificação geral, o dono da camisola da juventude e, desde hoje, líder da classificação da montanha considera que "tudo pode acontecer" nos próximos dias.

"Posso perder o pódio, posso ganhar [o Tour], vai ser uma bela disputa. Amanhã [quinta-feira], teremos uma nova jornada complicada. Mas, independentemente do que acontecer, podemos estar felizes com o que fizemos", vincou, indicando que, se não puder chegar à amarela, vai tentar manter a camisola da montanha.

Quem prefere ser cauteloso, apesar de hoje ter reforçado mais uma vez a liderança da geral, é Primoz Roglic, que defende que o seu trabalho não está terminado.

"Faltam etapas duras. Agora, falta menos uma, mas o Tadej é um grande trepador. Esta montanha não se pode comparar com outras, estou contente por tê-la superado", disse o camisola amarela, considerando que "a vantagem nunca é suficiente", mas a que agora tem é melhor do que a que tinha na partida para a 17.ª etapa.

O esloveno da Jumbo-Visma reconheceu que gostaria de ter vencido a tirada, que foi muito violenta, mas mostrou-se satisfeito por ter conquistado segundos a Pogacar.

A ambição vitoriosa de Roglic foi travada por um 'Superman' López, que subiu ao terceiro lugar da geral, a 01.26 minutos do primeiro, e é o maior candidato a acompanhar os dois eslovenos no domingo, no pódio dos Campos Elísios.

"No início deste Tour, o meu grande objetivo era chegar a Paris. Mesmo já tendo disputado outras grandes voltas, estou a descobrir a Volta a França. Tinha como principal ambição desfrutar. Senti que a corrida mudou quando chegámos aos Alpes. Esperava que [a corrida] fosse diferente na terceira semana, que fosse possível encontrar espaço para atacar. Ainda faltam etapas cruciais para poder concluir com um bom resultado... Sabia que tinha a possibilidade de almejar o pódio", reconheceu o terceiro classificado do Giro e da Vuelta em 2018.

Por Lusa

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