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Feirense-Beeceler coloca Abner González como "um dos candidatos" a vencer a Volta a Portugal

Equipa Feirense-Beeceler suspensa por casos de doping
• Foto: João Fonseca

A Feirense-Beeceler acredita que o ciclista Abner González pode-se intrometer na 'batalha' pela vitória final na 87.ª edição da Volta a Portugal, cujo traçado o favorece, apesar de haver corredores com maior favoritismo.

Terceiro classificado na edição de 2024, então ao serviço da Efapel, o porto-riquenho mudou-se para a espanhola Caja Rural em 2025 e regressou a solo luso neste ano, para representar uma formação que subiu ao pódio no ano passado, fruto do terceiro lugar do sul-africano Byron Munton, e para ser "protagonista" da corrida na segunda semana, face às "montanhas consecutivas, mas não tão longas", à sua feição.

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"Se não houver imprevistos, penso que irá ser um dos candidatos a lutar pela vitória na Volta a Portugal, até porque já terminou em sexto, ao serviço da Movistar, em 2021, e terminou em terceiro em 2024. Conhece bem a prova. Adaptou-se bastante bem à nossa equipa. É um candidato a vencer a Volta a Portugal", assume à Lusa o diretor desportivo, Joaquim Andrade.

Embora reconheça que a Anicolor-Campicarn, com Artem Nych e Alexis Guérin, e a Efapel, com Jesús David Peña e Tiago Antunes, são as equipas lusas mais apetrechadas, o responsável considera que Afonso Silva (Team Tavira-Crédito Agrícola), Pedro Silva (Feira dos Sofás-Boavista) e Emanuel Duarte (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) também têm ambições ao topo da corrida que se desenrola entre 5 e 16 de agosto, unindo Lisboa e Porto, ao longo de 1.430 quilómetros.

Ciente de que, no ano passado, ninguém apontava Byron Munton como candidato ao pódio, o antigo ciclista realça que os seus corredores vão tentar "estar mais ativos" após o dia de descanso, que se cumpre precisamente em Santa Maria da Feira, sede da equipa, em 11 de agosto, após uma primeira metade mais plana, com eventuais chegadas ao sprint, que exige atenção às movimentações do pelotão.

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"São etapas onde iremos tentar minimizar os danos e estar atentos à corrida. Depois, temos a etapa da Torre, uma chegada em alta montanha. Temos bons trepadores, mas não temos um ciclista de alta montanha. Há outras equipas que têm esse tipo de corredor. O contrarrelógio também não é o nosso melhor terreno, embora tenhamos o [Viacheslav] Ivanov, que é muito bom contrarrelogista", descreve.

Para Joaquim Andrade, a chegada à Torre, em 9 de agosto, pode deixar alguns elementos "fora da luta" pela camisola amarela, o contrarrelógio de 17,4 quilómetros, entre Anadia e Águeda, no dia 10, "vai 'cavar' algumas diferenças", assim como a tirada do Gerês, no dia 13, e a dupla ascensão à Senhora da Graça, no dia 15.

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"A etapa da Senhora da Graça, até pela altura em que está colocada e com a exigência maior que terá este ano, se não houver diferenças muito grandes, poderá realmente ser um dia espetacular de ciclismo. Esse dia poderá dar a volta por completo à prova", antevê.

O diretor desportivo da Feirense-Beeceler considera ainda que a transposição do contrarrelógio do final para o meio da Volta "vai mudar a forma de correr do pelotão", no âmbito de uma mudança organizacional, da Podium Events para a empresa espanhola Emesports, que deixa "primeiras impressões muito boas".

"O percurso acaba por dar espaço a todas as características de corredores. Tem havido um cuidado especial em dar mais protagonismo à prova. Houve o cuidado de tentar assegurar uma participação mais forte. O caso de termos a UAE Emirates com a equipa WorldTour é o maior exemplo disso", ressalva.

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Feirense-Beeceler: Abner González (Pri), Harrison Wood (Gbr), Viacheslav Ivanov (Rus), Fábio Oliveira (Por), Francisco Pereira (Por), Alexandre Montez (Por) e Pedro Andrade (Por).

Diretor desportivo: Joaquim Andrade.

Por Lusa
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