Frederico Figueiredo não atacou por respeito a Mauricio mas espera ganhar "asas" no contrarrelógio

• Foto: LUSA

Segundo colocado na etapa da Senhora da Graça, Frederico Figueiredo passou mais um dia de amarelo e este, com uma subida mítica, assume ter sido especial. No final, acabou por não fazer diferenças para Mauricio Moreira, que assume não ter atacado por uma questão de respeito pelo seu colega de equipa.

"É de arrepiar sempre. Pessoas a chamar o nosso nome, penso que também um bocadinho por ser português e as pessoas ligam muito a ser um português a liderar a Volta. É gratificante", confessou o ciclista português, que manteve a diferença de sete segundos para Mauricio Moreira, na véspera de um contrarrelógio decisivo. Uma margem curta, mas que Fred tentará gerir, à espera de uma força extra: "costumam dizer que a camisola amarela dá asas, vamos ver amanhã se dá ou não."

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Depois de vencer em Miranda do Corvo, Frederico voltou a exibir-se bem na montanha, confirmando que este é o seu "terreno predileto", como o próprio diz. "Acabo por ganhar na chegada a Miranda do Corvo, na Serra da Estrela penso que estive muito bem e mesmo aqui na Senhora da Graça também, mas sou um trepador. Sete segundos se calhar não vai ser o suficiente para vencer a Volta a Portugal, mas não estou preocupado com isso. O que interessa é a equipa vencer, isso é o mais importante."

A fechar, o ciclista da Glassdrive Q8 Anicolor assume que não atacou na subida por respeito ao colega Mauricio Moreira. "É nestes momentos que vemos os grandes ciclistas e o Mauricio passou uma fase complicada, mas tentámos que ele chegasse aqui connosco para também não perder tempo para mim. Ele é o mais forte candidato a vencer a Volta".

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Por Record com Lusa
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