Volta mais longa

'Portuguesa' terá uma extensão de 1.618 quilómetros e um percurso muito duro

• Foto: Fernando Ferreira

A 78ª edição da Volta a Portugal Santander Totta, entre 27 de julho e 7 de agosto, promete ser das mais duras e longas dos últimos anos, com 1.618 quilómetros, num percurso com muita montanha mas apenas uma chegada em alto. A apresentação foi feita ontem nos Paços do Concelho, em Lisboa, com a presença de Joaquim Gomes, diretor da corrida, autarcas, patrocinadores e alguns dos ciclistas candidatos ao triunfo.

Mesmo assim, só um corredor completo, trepador, que desça bem e saiba rolar no contrarrelógio poderá impor-se e fazer a diferença. O espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto) está na expectativa, à procura do terceiro triunfo e comentou a mítica etapa da Torre, a 6ª entre Belmonte e Guarda (173,7 km), que desta vez não termina em alto: "Este ano ainda vai fazer mais diferenças, porque ao passarmos duas vezes na Torre, numa etapa tão longa e com uma parte final tão quebrada, vai fazer com que toda a gente chegue com o depósito vazio. Pode não sair daí o vencedor, mas muitos podem perder. Tudo tenho feito para estar nas melhores condições."

Já Joni Brandão (Efapel), vice-campeão da ‘Portuguesa’, coloca a pressão em rivais como Veloso ou Alejandro Marque (LA-Antarte): "Esta Volta favorece os contrarrelogistas, apesar da dureza da 6ª etapa: mas não é uma chegada tradicional em alto na Serra da Estrela. No fundo, só temos uma chegada em alto, que é a da Senhora da Graça. No papel, não parece ser uma Volta muito difícil, mas só a estrada o vai dizer. Não vamos baixar os braços por causa deste traçado, vou tentar ganhar tempo nas etapas mais duras para ter menos pressão no contrarrelógio de Lisboa."

O crono, com efeito, poderá ser decisivo, entre Vila Franca de Xira e, como lugar de chegada, o ‘estreante’ Terreiro do Paço, na 10ª e última etapa (32 km). Nomes como Joaquim Agostinho ou Marco Chagas foram consagrados neste percurso.

Também presente esteve Hugo Sabido, que espera um Sporting-Tavira em grande: "Esperamos que a equipa salve a época na Volta, pelo que vamos lutar pela vitória com todas as armas que dispomos. Será uma corrida muito técnica, com apenas uma chegada em alto, traçado que se adapta às características dos nossos corredores. Serei o braço-direito de Rinaldo Nocentini, estando sempre com ele para o ajudar."

Setúbal regressa após 45 anos

Joaquim Gomes, diretor da Volta, diz que a etapa da Torre, mesmo sem chegada em alto, "é das mais duras dos últimos anos", e destacou o regresso do Alentejo e Setúbal, que não tem um final de etapa desde há 45 anos. Desta vez, isso vai ser possível, após ligação na 9ª tirada entre Alcácer do Sal (partida inédita) e a cidade de Bocage. A corrida, com 18 equipas e 144 corredores, contempla um prólogo, em Oliveira de Azeméis, e 10 etapas, sendo de destacar, também, a estreia da Nazaré (8ª etapa), em jornada por estradas do Oeste, onde treinava Agostinho.

Por Alexandre Reis
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