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Muhammad Ali, que foi campeão mundial de pesados em 1964, 1974 e 1978
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Três vezes campeão mundial de boxe, na categoria de pesos pesados, Muhammad Ali, que morreu na madrugada deste sábado aos 74 anos, era mais do que uma lenda do desporto mundial pelo seu compromisso político e social.
Muhammad Ali morreu na sexta-feira em Phoenix, no Arizona (EUA), após um longo combate com a doença de Parkinson.
"Depois de um combate de 32 anos contra a doença de Parkinson, Muhammad Ali morreu, aos 74 anos de idade", anunciou o porta-voz da família, Bob Gunnell.
Muhammad Ali, que foi campeão mundial de pesados em 1964, 1974 e 1978, já tinha sido hospitalizado no início do ano passado com uma infeção do trato urinário.
Ali fez a sua última aparição pública em abril, num evento para arrecadar fundos para organizações de caridade no Arizona.
Mas a sua imagem debilitada não apaga a personalidade fora de série do pugilista considerado "Personalidade Desportiva do Século XX" pela Sports Illustrated e BBC em 1999, um homem com múltiplas vidas, que foi casado quatro vezes e teve sete filhos, incluindo uma rapariga -- Laila -- que lhe seguiu as pisadas no boxe.
Apesar de detentor de um estilo único, Muhammed Ali fica para a história como um homem que superou as convenções dentro e fora do ringue, pelo seu instinto de comunicador, pelo gosto pela provocação, e pelo combate permanente contra a ordem estabelecida.
Filho de um escravo, Muhammad Ali nasceu com o nome de Cassius Marcellus Clay Jr, a 17 de janeiro de 1942 em Louisville, no Kentucky.
Foi para se vingar do roubo de uma bicicleta que Cassius Marcellus Clay Jr aprendeu boxe. Fê-lo de forma bastante rápida. Aos 18 anos já era campeão olímpico em Roma. "Eu sou como uma borboleta, pico como uma abelha, eu sou o maior", disse o jovem Cassius Clay.
É também da sua autoria a frase "Eu sou o maior", várias vezes utilizada para descrever o mais famoso pugilista da história. Aos 22 anos tornou-se campeão do mundo, derrotando Sonny Liston.
De seguida, decide mudar de nome e passar a chamar-se Cassius X, em homenagem ao líder dos "Black Muslims", Malcolm X, um grande defensor dos direitos dos negros nos Estados Unidos. Um mês mais tarde converte-se ao islão e adota o nome de Muhammad Ali.
Conserva o título até 1967, data em que é destituído por recusar participar na Guerra do Vietname. Escapa à prisão, mas é afastado dos ringues, vilipendiado pela maioria da opinião pública norte-americana, mas considerado por outros como um pilar da contracultura e um campeão da causa dos negros que se batiam então por direitos iguais. Em 1971 foi indultado, depois de uma suspensão que lhe valeu a perda de três anos no ringue.
Muhammad Ali reconquistou o título de campeão mundial de pesos pesados em 1974, numa luta contra George Foreman, disputada no Zaire. A 15 de fevereiro de 1978 perdeu o título para Leon Spinks, mas acabaria por recuperá-lo a 15 de setembro do mesmo ano [na foto].
Retirado em 1979, voltou a calçar as luvas dois anos mais tarde, aos 39 anos, por não ter sido capaz de gerir a fortuna. Em outubro de 1981 perdeu para o compatriota Larry Holmes. Em dezembro do mesmo ano, uma derrota contra Trevor Berbick seria o seu último combate.
Depois de uma carreira de 30 anos - que se estendeu entre 1960 e 1981 - com 56 vitórias em 61 combates, incluindo 22 em campeonatos do mundo, Muhammad Ali pendurou as luvas. Foi então que os primeiros sinais da doença de Parkison se começaram a manifestar. A doença foi-lhe diagnosticada em 1984.
Muhammad Ali foi escolhido para acender a tocha olímpica em Atlanta em 1996 e nomeado enviado da paz pelas Nações Unidas em 1998.
Recebeu a mais alta distinção atribuída a um civil nos Estados Unidos: a presidencial Medalha da Liberdade, em 2005.
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