Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Atleta portuguesa defende o título em -57 kg
Seguir Autor:
A judoca Joana Santos é uma das duas atletas femininas na comitiva portuguesa aos Jogos Surdolímpicos, competição à qual chega como a ambição de revalidar o título de -57 kg, conseguido há três anos em Caxias do Sul.
"O meu maior desejo neste momento é vencer em Tóquio e só penso nisso", assumiu a judoca natural de Faro à agência Lusa, garantindo que se sente "motivada e com força para vencer combate até à final", nos Jogos Surdolímpicos, que decorrerão entre sábado e 26 de novembro.
Joana Santos, que consegui o seu primeiro pódio em Jogos Surdolímpicos com ouro em Taipé2009, em -63 kg, assume que para combater na categoria de peso abaixo foram necessários alguns esforços.
"Neste momento sinto-me bem, perdi algum peso para conseguir combater na categoria de -57 kg, o que altera um pouco a nossa rotina e também o nosso estado emocional, mas é neste peso que me sinto melhor, por isso estão reunidas as condições a que me propus para atingir a revalidação do título, mas no judo há sempre surpresas e depende muito do que vamos lá encontrar", considera.
Aos 35 anos, a judoca, que na categoria -63 kg juntou ao ouro em Taipé2009 uma prata em Sófia2013 e um bronze em Samsun2017, admite que ainda não tem definido o futuro desportivo depois dos Jogos Tóquio2025.
"Quanto ao futuro, ainda não consigo definir muito bem como vai ser, mas não me vejo sem praticar judo, no entanto penso reduzir um pouco a atividade, pois além do judo específico para pessoas surdas ainda treino e compito com ouvintes, o que começa a pesar, mas ainda não decidi sobre isso", garante.
Joana Santos, atleta do Judo Clube do Algarve desde os nove anos, não disputou qualquer prova para surdos após os Jogos de Caxias do Sul, algo que lamenta: "Neste período não participei em qualquer prova para surdos, até porque em Portugal não existem provas de judo especificamente para surdos, vivi todos estes anos com a esperança que isso um dia pudesse acontecer, mas não aconteceu".
"No Campeonato da Europa estava grávida e não pude participar. Quanto ao Campeonato do Mundo, embora me sentisse preparada e com imenso trabalho de muitas horas realizado, não participei por um problema da organização na minha inscrição para a prova", explica.
No entanto, a judoca assegura que, durante esse período, nunca parou a preparação, tendo participado sempre em treinos e estágios nacionais e internacionais.
"Participei também em provas para ouvintes", refere, enumerando algumas conquistas: campeã nacional de veteranos (em 2024 e 2025), terceira no campeonato nacional de seniores (2024) e terceira no Open Bekers Van Gent, na Bélgica.
Licenciada em design de comunicação, área na qual faz trabalhos pontuais, Joana Santos concilia o judo com o trabalho na Escola Básica Ria Formosa, em Faro, e com a vida familiar.
Com dois filhos, o Santiago, de sete anos, e o Mateus, de três, a judoca algarvia, campeã mundial em 2008, assume que a permanência na alta competição só é possível "com a ajuda e o apoio" que recebe da família, e confessa que eventuais novos projetos terão de esperar um pouco.
"Tenciono manter-me assim por enquanto, com dois filhos pequenos não me sobra tempo para projetos novos, talvez quando terminar a alta competição e eles forem mais crescidos pense nisso", explica.
Nos Jogos Surdolímpicos Tóquio2025, Portugal vai estar representado por 13 atletas, que competem em cinco modalidades: atletismo, ciclismo, judo, natação e tiro.
Esta edição marca o centenário desta competição multidesportiva, criada em 1924. Tóquio acolherá aproximadamente 3.000 atletas de cerca de 80 países, que competirão em 21 modalidades distribuídas por 17 arenas.
Portugal somará a sua nona participação em Jogos Surdolímpicos, competição na qual já conquistou 17 medalhas.
A argelina rejeita ser uma atleta transgénero e confirma que possui o gene SRY
Seguranças do estúdio tiveram de controlar as emoções do pugilista
Jarrell Miller deparou-se com a situação no decorrer do 2.º round
Português em ação numa prova que volta em força à Europa pela mão de Carlos Ramjanali
Italiano, que esteve nos gunners em 2013/14, diz quase ter tido um ataque de pânico
As declarações do treinador do FC Porto após o desaire no Dragão Arena (40-35)
Avançado luso-angolano está cedido pelo Tromso ao Al Ahly e já se estreou na Cahampions africana
Tirou o dinheiro a tempo e 'sacou' 50 mil libras com aposta de 1£