Columbofilia: Pombos portugueses brilham nos céus

Almerindo Mota, coordenador desportivo, faz um balanço positivo do Nacional de Fundo

• Foto: DR Record

Terminou no passado dia 18 o Campeonato Nacional de Fundo 2016. A prova, organizada pela Federação Portuguesa de Columbofilia (FPC), em parceria com as 14 associações columbófilas distritais e as 400 coletividades que, aproximadamente, representam um universo de 9 mil columbófilos, reuniu os melhores pombos-correios lusitanos. As duas provas tiveram como local de solta Albuixech, Valência, e levaram estes ‘atletas’ a percorrer distâncias que variam entre os 600 e os 800 km, num espaço temporal de 7 a 10 horas de voo, com início em solo espanhol.

Coroados os campeões distritais, por zona e a nível nacional, o 1º classificado do país é Nuno Micaelo, do Clube Columbófilo Asas de Portalegre, da Associação Columbófila do distrito de Portalegre. A fêmea que lhe deu essa classificação chegou ao pombal, na localidade de Cabeço de Vide, há uma semana, às 14h13, depois de percorrer 628,307 km.

O coordenador desportivo da FPC, Almerindo Mota, fez um balanço muito positivo: "Depois de falar com os columbófilos, a noção que tenho é a de que a prova foi um sucesso a todos os níveis." O coordenador acredita que este tipo de provas promove o convívio a nível nacional, porque este desporto também vive "da criação de amizades".

Para 2017, em tom descontraído, Almerindo Mota, deixa o aviso: "É preciso começar, desde já, a preparar a época desportiva, porque não podemos amolecer."

Na primeira solta, que decorreu no dia 21 de maio, 51.012 pombos – correio estiveram inscritos. Na prova do passado sábado foram 46.603. A columbofilia, que já foi a segunda modalidade com mais praticantes em Portugal, logo a seguir ao futebol, pretende chamar novos amantes dos pombos-correios, de forma a estimular cada vez mais a competição e a promover a interação entre todo o mundo columbófilo.

Realidade competitiva diferente nos Açores

No arquipélago dos Açores, a paixão pela columbofilia também se faz sentir. Na ilha de São Miguel há duas coletividades, o Clube Columbófilo de São Miguel (CCSM) e o Clube de Amigos da Columbofilia do Nordeste (CACN). Na ilha Terceira existe o terceiro clube açoriano, a Sociedade Columbófila da Ilha Terceira.

Médico e columbófilo, Luís Soares (na foto) é o presidente da direção do CCSM, clube fundado há 16 anos e um dos impulsionadores da columbofilia no arquipélago, estando ainda envolvido nas atividades, de cariz mais lúdico, do CACN. Com raízes no continente, foi na maior ilha açoriana que começou a competir. As motivações foram "o gosto pelo pombo-correio, a paixão pela criação dos animais e o entusiasmo das chegadas", destaca. Não hesita em declarar que a columbofilia do continente não é igual à dos Açores: "As duas realidades não têm nada de semelhante, não há pontos comuns." As diferenças começam no pombo. "Nós sabemos que o pombo, na natureza, é uma ave de voo terrestre, logo, o voo marítimo necessita de aprendizagem e de um período de adaptação."

As soltas decorrem em alto-mar a 100, 150, 200 milhas da costa. As provas diferem muito das que acontecem no continente. "As tradicionais categorias da columbofilia terrestre, velocidade, meio-fundo e fundo, aqui diluem-se completamente. De certa forma, uma prova de 50 milhas marítimas (representa, em linha reta, quase 100 km) pode ser equiparada a uma de fundo", assegura o dirigente.

Nos aspetos logísticos também se fazem sentir os contrastes. As soltas efetuadas sobre terra, em São Miguel, só podem ter até 70 km, pois é a extensão territorial da ilha. Nas restantes provas são necessários outros meios, como revela Luís Soares. "Nas provas interilhas temos um acordo com a SATA Açores para o transporte aéreo dos pombos, para as soltas de alto–mar temos protocolos com empresas de transporte marítimo que asseguram o transporte de barco ou navio."

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