CrossFit perde patrocínio milionário devido a comentário de índole racista

Reebok anunciou final da ligação entre as duas empresas

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Uma verdadeira bomba na indústria desportiva. A Reebok anunciou esta segunda-feira a sua decisão de terminar de forma unilateral as negociações para a renovação de contrato com a marca CrossFit, tudo por causa de um comentário deixado nas redes sociais por Greg Glassman, o CEO do conhecido grupo de treinos. Em causa está uma ligação exclusiva que durava desde 2010, que valia à CrossFit um encaixe anual na ordem dos 45 milhões de dólares e que está desde já a colocar em causa muitos dos próximos eventos da organização, mas também o seu futuro a longo prazo.

E tudo por causa de um 'tweet' de Greg Glassman no domingo, quando na resposta a uma publicação a condenar o racismo do Instituto para a Saúde e Educação norte-americano deixou como comentário um simples mas contundente 'Floyd-19'. Uma alusão à Covid-19, quase que comparado a morte de George Floyd à pandemia. O comentário rapidamente ganhou dimensão, mereceu duríssimas críticas de tudo e todos e até levou as principais estrelas, como Katrin Davidsdottir, Chris Spealler ou Jason Khalipa, a demarcarem-se das posições do seu chefe.

Rich Fronin, por exemplo, assumiu ser "impossível manter-se fiel a uma liderança que faz este tipo de declarações, que servem somente para dividir num tempo em que a união é necessária". Já a campeã Tia-Clair Toomey admitiu que o seu futuro com a CrossFit está em dúvida, ao passo que Noah Ohlsen, o segundo classificado dos campeonatos do ano passado, deu conta da sua decisão de não marcar presença nos Jogos deste ano.

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