Flag football cresce em Portugal e federação aguarda pelo estatuto de utilidade pública

Modalidade faz parte do programa olímpico de Los Angeles'2028

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A Seleção Nacional de flag football
A Seleção Nacional de flag football • Foto: DR

A prática de flag football em Portugal tem tido um "crescimento bastante rápido", em equipas e praticantes, à boleia da estreia no programa olímpico, em Los Angeles'2028, com a federação à espera do estatuto de utilidade pública.

Em entrevista à Lusa, quando hoje se disputa a final a quatro do principal campeonato nacional desta vertente de futebol americano, sem contacto físico, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol Americano (FPFA) nota o momento de expansão que se vive.

"Estamos com grande expectativa para esta final four, sobretudo porque temos presenciado um crescimento bastante rápido do número de equipas e jogadores de 'flag football' em Portugal. Há quatro anos, tínhamos três equipas a competir, e este ano são 21. Tendo em conta que a nossa federação ainda não tem o estatuto de utilidade pública, fazer isto quase sem quaisquer recursos já é, para nós, uma grande vitória como federação", explica Pedro Esteves.

Com mais de 10 clubes criados por todo o país, sem estar concentrado "só em Lisboa ou Porto", há "grande expectativa" sobre esta vertente, que já tem patrocinador para a Liga e até para outros projetos, como a participação da seleção portuguesa no Europeu, em setembro do ano passado, uma "experiência magnífica" que Esteves crê que possa "impulsionar a modalidade".

"O crescimento, o 'buzz', está a crescer, também aliado ao facto de o flag football ir ter a estreia em Jogos Olímpicos, em Los Angeles'2028. Para um jogador de 'flag football', acaba por ser muito mais do que competir numa Liga portuguesa, há um alvo concreto", explica o dirigente.

Segundo Pedro Esteves, Portugal não estará no próximo campeonato do mundo, em 2027 na Alemanha, mas ainda pode tentar a qualificação olímpica via Europeus desse ano, a cuja organização Portugal se candidatou a receber.

Eleito em julho de 2024, tem pugnado pela obtenção do estatuto de utilidade pública para a FPFA, para que depois possa conseguir o estatuto de utilidade pública desportiva, mas tudo tem sido um processo "relativamente burocrático" e que envolveu muito "trabalho de casa" para elaborar documentos e detalhá-los.

O pedido foi entregue no CEJURE em julho de 2025, seguindo-se novos esclarecimentos em novembro último, tendo o processo recebido já "vários pareceres positivos" que deixam o dirigente otimista.

"Resta-nos esperar. É um processo que não sabemos quanto tempo vai demorar. (...) É uma corrida contra o tempo para dar melhores condições aos atletas, tendo de nos preparar para em 2027 termos uma seleção ainda mais forte, com melhores condições e mais bem preparada", comenta.

Ainda assim, diz acreditar que este primeiro processo, e depois o pedido de obtenção do estatuto de utilidade pública desportiva, que permite aceder a financiamento e acarreta outros pressupostos legais, pode acontecer já este ano.

Quanto à final four, que será disputada hoje no Estádio Mário Wilson, em Oeiras, Pedro Esteves espera "um dia de festa", com os Salgueiros Hammers, os Braga Black Knights, os espanhóis Pontevedra Canteiros e os Lisboa Devils, no caso os atuais bicampeões de futebol americano à procura de se estrearem no flag football, em disputa.

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