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Aquela que é uma das mais importantes nadadoras da década falhou Sydney, mas não desistiu. O descanso fez-lhe bem e estreia-se nos nacionais da Guarda
MARIA Carlos Santos está de regresso aos principais palcos da natação portuguesa, disputando na Guarda, entre sexta-feira e domingo, o seu primeiro Campeonato Nacional desde o final de Março. Recorde-se que aquela que é uma das principais referências da natação nacional da década não foi aos Jogos Olímpicos, depois de alguns problemas de saúde que a vinham apoquentando desde Abril.
Os quase três meses de descanso foram, sem dúvida, muito benéficos para esta multi-recordista nacional e olímpica em Atlanta’96. Na sua primeira entrevista desde há muitos meses, e a menos de um mês de completar 22 anos, a estudante universitária apresentou-se diferente na sua forma de estar na natação: mais descontraída, sem, por isso, estar menos empenhada, atenta e crítica ao que se passa à sua volta.
– Está bem de saúde? Quando regressou aos treinos?
– Felizmente está tudo bem. Este período de descanso foi muito bom, pois a minha vida estava a ser muito cansativa, com treinos e estudos, sem parar. Este ano optei por ter mais tempo livre. Inscrevi-me só em algumas cadeiras na universidade [é estudante de Geografia]. Quanto aos treinos, regressei mais ou menos a meio de Setembro, e tenho participado em provas “caseiras”: há um mês fui ao Torneio Amizade com o Braga, e fui aos Regionais de piscina curta, numa piscina horrível [Damaia], diga-se, porque, segundo soube, a do Algés, que estava pedida pela associação, já não foi disponibilizada pelo clube quando este soube que a federação não tinha autorizado a inscrição da sua nova designação.
– Na Guarda regressa a uns Nacionais. O que vai nadar?
– Optei apenas por três provas individuais, os 50 e 100 m costas e os 100 m estilos, provas que ainda não nadei esta época, além da estafeta de 4x200 m livres, para ajudar a minha equipa.
Indecisa quanto ao Europeu
– São algumas das provas para as quais está pré-seleccionada para o Europeu de Piscina Curta (14 a 17 de Dez.) em Valência...
– Pois, mas eu ainda não sei se vou ao Europeu. Eu e o meu treinador [Vasconcelos Raposo] temos de falar com a federação, pois na semana anterior queria frequentar o curso de 1º nível da Associação de Natação de Lisboa e, como é o dia todo e a semana toda, não poderei treinar.
– Mas o seu futuro profissional passa pela natação?
– Sim, passa, pois quero começar a dar aulas. Sinto que na GES Loures sou um exemplo. Quando eu passo, os miúdos ficam a olhar para mim, com admiração, e eu vou falar com eles, incentivá-los sinto que tenho muito para dar.
– Esta época um dos seus objectivos é o Mundial do Japão (Julho) e a Taça Latina, em Abril?
– Sinceramente, não penso em nada disso neste momento, e não estou preocupada com provas nem com os grandes objectivos para a época. Estou mais descansada, mais descontraída. Estou a pensar, sim, em ajudar a minha equipa no Nacional de Clubes. Estamos na II Divisão e julgo que podemos fazer algumas coisas interessantes, pois temos uma equipa muito forte, com miúdas que foram todas feitas no clube.
José Couto e IDSAD
– O que pensa dos casos que têm abalado a modalidade, como os relacionados com o José Couto ou Infordesporto/Algés?
– Conheço bem o Zé, e já falei com ele depois de tudo isto. Penso que lhe deveria ser dada outra oportunidade. Como? Não o penalizando e não o suspendendo.
– E em relação ao Algés?
– Concordo com a decisão da federação, pois o Algés iria ter uma nova designação, seria uma mudança de nome, e acho mal se não fossem para a 4ª Divisão, como dizem os regulamentos. Tenho pena que assim seja, porque gosto muito do Algés e em especial da Petra Chaves, mas não se podem criar excepções.
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