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Mark Selby e John Higgins apresentam-se como principais candidatos à conquista do Campeonato do Mundo
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Agora que sobram apenas oito nomes no Campeonato do Mundo de Snooker, as contas são fáceis de fazer: dos oito favoritos iniciais, apenas sobram Mark Selby e John Higgins. Entre os restantes sobram os sonhos. Para os dois nomes mais fortes fica a convicção que podem ser o pior despertador da concorrência, prontos a chamarem-nos à dura realidade.
O mundial de snooker entrou na sua fase mais decisiva. Dos 32 jogadores que, no dia 16 de abril, tinham o sonho de erguer o troféu no próximo dia 2 de maio, sobram apenas oito nomes. Na metade superior do quadro estão dois veteranos escoceses, Alan McManus e John Higgins; um galês, Mark Williams; e um chinês, Ding Junhui. Dos quatro, apenas Higgins e Williams sabem o que é ser campeão: Higgins procura o penta, depois das vitórias em 1998, 2007, 2009 e 2011, enquanto Williams tenta regressar a um trono que foi seu em 2000 e 2003.
Na metade inferior estão mais quatro cabeças cheias de sonho: Maco Fu (Hong Kong) e Barry Hawkins medem forças nos ‘quartos’, assim como o confronto 100% inglês entre a jovem estrela Kyren Wilson e o n.º 1 do ranking, Mark Selby. Entre estes quatro nomes, apenas Selby sabe o que é vencer o mundial. Aconteceu em 2014 e o "Jester from Leicester" quer muito repetir o feito, ainda para mais sabendo que o pode fazer na mesma semana que o seu Leicester FC pode fazer a festa na Premier League de futebol.
Candidatos? Dois. Ou três…Se olharmos apenas para o ranking, dir-se-ia que há apenas dois candidatos ao título, agora que outros nomes fortes como Ronnie O’Sullivan, Neil Robertson ou Judd Trump já ficaram pelo caminho. Porém, o snooker – tal como todos os outros desportos – não se cinge apenas à frieza da matemática.
Foquemo-nos no ranking, apenas para começar. Mark Selby é o líder, há mais de dois anos, de uma classificação que destaca sobretudo a regularidade. É inquestionável que "Mark the Shark" é um dos maiores candidatos, apesar da época menos conseguida que teve. Resiliente, forte nos duelos táticos e quase insuperável na defesa, Selby pode mesmo chegar ao segundo cetro mundial, apesar de ter pela frente um Kyren Wilson motivadíssimo.
Na metade superior o outro grande nome é mesmo John Higgins. Desde o início de 2015 que vem numa recuperação de forma notável, ganhando provas e subindo no ranking. Era 8.º à partida para este mundial mas pode escalar mais uns lugares caso elimine o compatriota McManus que também faz da experiência uma arma. Aos 40 anos, tantos como o rival de sempre, Ronnie O’Sullivan, John Higgins pode chegar ao penta (igualando o registo do rocket) e superando-o em número de ‘majors’ na carreira (29 contra 28).
Mas afinal quantos candidatos temos? Um analista racional diria oito, pois na prática todos partem em igualdade para a reta final desta maratona de 17 dias. Mas sabemos que não é assim. Alan McManus é claramente o menos favorito de todos, mas também Kyren Wilson deverá ter muitas dificuldades, porque a inexperiência paga-se cara nesta modalidade. Além destes, Mark Williams há muito que deixou de se habituar a ganhar, apesar das qualidades como embolsador de bolas de eleição se manterem intactas.
Então e este mundial é para Selby ou Higgins? Não se pode ser taxativo nesta matéria. Ding Junhui é um dos melhores de sempre do snooker e sonha desesperadamente com um título que lhe foge há uma década. Leva a China às costas mas está neste mundial, pela primeira vez, como outsider, uma vez que caiu fora do top 16. Talvez esse mesmo fator lhe tenha retirado pressão e o chinês possa dar a alegria que o seu povo procura há tantos anos. Digamos que Ding poderá ser o terceiro candidato oficial, caso recupere em definitivo os índices de confiança que ostentava no passado.
Além de Ding, Marco Fu e Barry Hawkins podem surpreender. O primeiro teve dois "passeios" triunfais para chegar ao Top 8. Deixou Peter Ebdon (10-2) e Anthony McGill (13-9) pelo caminho e está há dois dias a descansar para o próximo embate. Em sentido contrário está Hawkins. Estará seguramente empolgado por ter eliminado Ronnie O’Sullivan da prova – a primeira vitória do ‘falcão’ em 14 anos face ao ‘rocket’ – mas a ver vamos o custo do desgaste físico e psicológico que essa maratona terá no próximo encontro.
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