"Figgy" termina 2019 melhor do que em 2018 mas queria mais

Vai celebrar a entrada no ano novo como 50.º na Corrida para o Dubai do European Tour

À terceira tentativa Pedro Figueiredo conseguiu ganhar um prémio monetário em torneios do PGA Tour of Australasia e termina o ano de 2019 melhor classificado na Corrida para o Dubai do que na mesma altura em 2018, mas, mesmo assim, sente que poderia ter feito melhor.

Depois de, em fevereiro, "Figgy" ter falhado o cut no ISPS Handa Vic Open e no ISPS Handa World Super 6 Perth, regressou em dezembro à Austrália para disputar um torneio que é considerado um Major do circuito local, o Australian PGA Championship, de um milhão de euros em prémios monetários, que contou também para o European Tour de 2020.

Desta feita Pedro Figueiredo passou o cut e terminou a prova de Gold Coast no 54.º lugar, empatado com outros dois jogadores, com o resultado de 292 pancadas, 4 acima do Par do RACV Royal Pines Resort, após voltas de 72, 72, 77 e 71, recebendo 3.250 euros.

«Esperava um bocadinho mais deste torneio, por ser num campo que se adapta melhor às minhas características e se não fosse a terceira volta poderia ter feito uma classificação bem melhor», disse o campeão nacional de 2013 à Tee Times Golf (teetimes.pt), em exclusivo para Record.

«Foi a primeira vez que joguei neste campo, não o conhecia. É um campo que não era muito exigente do tee e o drive, que foi o taco com que tive mais dificuldades, não era o mais importante neste caso. O shot ao green era-o mais porque os greens são bastante pequenos. O jogo de ferros era mais importante», especificou o profissional da Orizonte Lisbon Golf.

As estatísticas comprovam as suas declarações. "Figgy" teve uma precisão de drive de 35,7%, sendo apenas o 64.º melhor registo de todos os participantes, bem longe da média do torneio de 60,9%.

Em contrapartida, o jogador da Navigator foi o 11.º do torneio em média de putts por volta (28) e o 12.º em putts por green em regulação (1,6).

Se na Península Ibérica a depressão Elsa dificultou bastante as competições de golfe (veja-se o que aconteceu na Final da Escola de Qualificação do Alps Tour, como Record noticiou), na Austrália, onde é verão nesta altura do ano, as condições meteorológicas foram excelentes.

«Esteve uma semana muito agradável com cerca de 25 ou 30 graus Celsius, mas esteve algum vento, tornando o campo ligeiramente mais difícil e daí os resultados não terem sido muito baixos», contou Pedro Figueiredo, que não jogou com o seu caddie habitual, mas com Pete Arnesen, a quem agradeceu nas redes sociais.

De facto, o australiano Adam Scott, um antigo n.º1 mundial, venceu com 13 abaixo do Par, um total de 275 pancadas, apresentado cartões de 70, 67, 69 e 69, menos 2 do que o neozelandês Michael Hendry.

Não é um resultado excecional mas foi extremamente celebrado por Scott ser um ídolo nacional e porque não ganhava um torneio desde o Cadillac Championship dos World Golf Championships em março de 2016.

«Há muito tempo que não havia motivo de celebrar com umas bebidas e houve ali uma ou duas vezes em que talvez me tenha passado pela cabeça que nunca mais iria ganhar de novo», disse o australiano de 39 anos, que elevou a Joe Kirkwood Cup pela segunda vez (2013 e 2019) e colecionou o seu 11.º título no European Tour e o 30.º se contabilizarmos todos os circuitos.

Adam Scott ascendeu, assim, ao 3.º lugar da Corrida para o Dubai, enquanto Pedro Figueiredo ganhou quatro lugares e vai transitar para o próximo ano como o 50.º no ranking do European Tour, uma subida de 4 lugares.

Há 12 meses celebrou o ano novo como 61.º na Corrida para o Dubai e estre ano fá-lo como 50.º, com 11.950,37 euros amealhados e 23,83 pontos para o ranking, fruto de um 42.º lugar no Alfred Dunhill Championship na África do Sul e desta 54.ª posição no Australian PGA Championship.

Se fosse 50.º no final da temporada de 2020, Pedro Figueiredo daria pulos de contentamento, mas o português de 28 anos não festeja particularmente este progresso em relação a 2018. 

«A classificação de 50.º na Race to Dubai significa pouco, porque há muitos jogadores que só começam a competir em janeiro, mas claro que é positivo ter passado dois cuts, só que estas duas classificações de 42.º e 54.º não me deram muitos pontos», relativizou.

Para Pedro Figueiredo teria sido importante somar mais pontos porque sabe que no início de 2020 irá perder várias posições no ranking europeu: «Agora fico cá duas semanas em Portugal antes de ir para o Open da África do Sul e penso que em janeiro será o meu único torneio, porque, com a minha categoria (C-17), muito provavelmente não conseguirei entrar nos três torneios do Médio Oriente, no Dubai Abu Dhabi e Arábia Saudita».

O Open da África do Sul joga-se de 9 a 12 de janeiro em Joanesburgo e contará com a presença dos portugueses Stephen Ferreira (como membro do Sunshine Tour), Pedro Figueiredo, Filipe Lima e Ricardo Santos.

E por falar em Ricardo Santos, o outro português membro do European Tour em 2020 caiu na Corrida para o Dubai de 82.º para 99.º, uma consequência de ter optado por não competir na Austrália.

Autor: Hugo Ribeiro / Tee Times Golf em exclusivo para Record

Por Hugo Ribeiro
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