Sofia Sá, Ricardo Santos e Pedro Silva campeões nacionais

Prova teve lugar 'no Quinta do Peru Golf & Country Club, em Sesimbra

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• Foto: Rodrigo Gatinho/FPG

Sofia Barroso Sá (+3) e Ricardo Santos (-12) venceram neste sábado o Campeonato Nacional Absoluto KIA, que a Federação Portuguesa de Golfe (FPG) organizou no Quinta do Peru Golf & Country Club, em Sesimbra, com 18.200 euros em prémios monetários.

Paralelamente, Pedro Cruz Silva (-8) sagrou-se campeão nacional amador, enquanto Sara Rolita Melo (+33) e Tiago Machado Mendes (+29) são os novos campeões nacionais de 2.ªs Categorias. 

O Campeonato Nacional Absoluto KIA, instituído em 2020, junta profissionais e amadores, femininos e masculinos, atribuindo em simultâneo os principais títulos nacionais de amadores e de profissionais.

Em 2020 ainda houve Campeonatos Nacionais, o da FPG e o da PGA de Portugal, mas em 2021 a FPG tomou conta de todos os eventos e criou-se uma simbiose perfeita de duas provas que até então existam em separado: O Campeonato Nacional Absoluto (para amadores) da FPG, e o Campeonato Nacional da PGA de Portugal, que reunia profissionais e amadores.

Dos cinco títulos que eram atribuídos até 2020, quatro sobrevivem (profissionais masculino e feminino, amadores masculino e feminino), tendo desaparecido (para já) o Campeonato Nacional de Seniores para profissionais. Este ano não houve jogadoras profissionais a competir.

Sofia Barroso Sá é agora dupla campeã nacional absoluta, a única a consegui-lo desde que a prova passou a integrar amadoras e profissionais, e recuperou o título (e também de campeã nacional amadora), que tinha conquistado em 2021 (e só de amadoras em 2020), no Belas Clube de Campo. No ano passado, a jogadora de Belmonte tinha ficado no 2.º lugar, atrás de Inês Belchior.

Note-se que em 2019 Sofia Barroso Sá já tinha empatado no topo com Susana Ribeiro no Campeonato Nacional da PGA de Portugal. Infelizmente, na altura, o regulamento não permitiu um ‘play-off’ entre as duas para apurar a campeã e o título foi atribuído a Susana Ribeiro por ser profissional. Já agora, acrescente-se que Susana Ribeiro não jogou o Campeonato Nacional neste ano de 2023 por estar no final da sua primeira gravidez.

Isto significa que, aos 19 anos, Sofia Barroso Sá é já uma das melhores jogadoras portuguesas de sempre a nível amador e começa a construir um palmarés que permite-lhe rivalizar com as melhores profissionais portuguesas de sempre.

O caso de Ricardo Santos é distinto. O jogador de Vilamoura conquistou pela primeira vez o título de campeão nacional absoluto, desde que o evento passou a juntar profissionais e amadores.

Nunca conseguiu ser campeão nacional amador e foi campeão nacional de profissionais em duas ocasiões (2011 e 2016). Sucedeu a Ricardo Melo Gouveia (2020) e a Pedro Lencart (2021 e 2022) como campeão nacional absoluto e desde a junção das duas provas, só profissionais vencem o torneio.

O triunfo deste Sábado é um mercido prémio para Ricardo Santos, um dos melhores jogadores portugueses de sempre e um dos dois únicos portugueses (a par de Pedro Figueiredo) que, neste momento, são membros do DP World Tour (a primeira divisão europeia). É um momento único para o jogador de quase 42 anos que ainda há pouco tempo equacionava encerrar a sua brilhante carreira.

Quanto a Pedro Cruz Silva, que, tal como Sofia Barroso Sá, estuda e compete no circuito universitário norte-americano, somou o seu segundo título seguido de campeão nacional amador.

Mais significativo ainda é o nortenho ter terminado no 3.º lugar da classificação geral. Já no ano passado tinha sido 2.º classificado em Belas, mostrando que, sendo ainda amador, já está há alguns anos ao nível dos melhores profissionais portugueses.

Entretanto, voltando mais atenção para a quarta e última volta do Campeonato Nacional Absoluto KIA – e também para os resultados mais importantes da prova –, o press officer da FPG, Rodrigo Cordoeiro, fez a seguinte análise:

Torneio feminino

Na prova feminina, com 21 participantes – todas amadoras –, Sofia Sá (Associação Cultural e Desportiva da Quinta do Lago) partiu para a jornada decisiva no 2.º lugar, 3 ‘shots’ atrás da campeã nacional absoluta e amadora de 2022, Inês Belchior (Tavira). 

Ao finalizar com 73 (+1), face ao 78 (+6) da sua rival, Sofia Sá somou 291 (+3) sucedendo-lhe na lista de vencedoras em ambas as competições. 

"Uma vitória é uma vitória, digo sempre isso, mas não estive muito confortável com o meu jogo durante o torneio. O meu resultado no agregado nestes quatro dias não foi aquilo que eu desejava", afirmou Sofia.

A nova campeã nacional absoluta parte este domingo para a Suécia para competir no Europeu Individual, com o objetivo de fazer um top-5 ou um top-10.

"Pode ser que tenha deixado todos os meus maus shots aqui na Quinta do Peru. Estou à espera disso porque treinado muito", sublinhou. 

Inês Belchior foi vice-campeã absoluta e amadora com 293 (+5), seguida de Leonor Medeiros (Quinta do Peru) com 294 (+6). Note-se que Leonor Medeiros venceu o Campeonato Nacional Amador em 2019.

Constança Mendonça (Clube de Campo da Aroeira) terminou no 4.º posto com 303 (+15) e Francisca Rocha (Oporto Golf Club) fechou no 5.º com 312 (+24). 

Torneio masculino 

Na prova masculina, que contou com 100 participantes, Ricardo Santos foi o único que chegou ao duplo dígito abaixo do Par (72) no cômputo das quatro voltas regulamentares. 

Partindo para a última volta a comandar com a vantagem mínima sobre Tomás Silva, o algarvio fechou com 70 (-2) pancadas para somar 276 (-12) e ganhar com 3 de vantagem sobre Tomás Silva, que encerrou com 72 (Par).  

Somando 279 (-9), Tomás Silva foi vice-campeão nacional absoluto e de profissionais. No passado, venceu por três vezes o Campeonato Nacional de Amadores e em duas ocasiões o Campeonato Nacional de Profissionais.

"No primeiro dia não me senti a jogar o meu melhor golfe, mas depois fui recuperando a confiança e, felizmente, o jogo veio ao de cima", afirmou Ricardo Santos, após o seu terceiro título de campeão nacional de profissionais (os dois primeiros foram em 2011 e 2016) e do primeiro absoluto. 

Aproveitando uma pausa no DP World Tour, onde compete este ano, Ricardo Santos sucedeu na lista dos vencedores ao também profissional Pedro Lencart, ausente de defesa do título por estar a competir no Pro Golf Tour. E faturou um prémio de 3.800 euros, de um ‘prize-money’ global de 18.200 euros. 

A melhor volta deste sábado pertenceu a Pedro Silva. Com 66 (-6) pancadas, o atleta do Club de Golf de Miramar (Vila Nova de Gaia) e da equipa de golfe da Universidade de Mississipi State, subiu ao 3.º lugar absoluto com 280 (-8) e sagrou-se campeão nacional amador pelo segundo ano seguido. 

Pedro Silva foi o único amador no top-5 da classificação geral, já que os restantes dois lugares foram ocupados pelos profissionais João Pinto Basto, em 4.º com 282 (-6), e Tiago Cruz, em 5.º com 285 (-3). Note-se que Tiago Cruz é um antigo bicampeão nacional de profissionais.

Foi uma vitória categórica por parte de Pedro Silva, já que deixou o seu mais direto concorrente, Tomas Mician, do Clube de Golfe Vilamoura, a 10 pancadas de distância. Mician foi vice-campeão amador com 290 (+2), o mesmo resultado ddinamarquês Emil Bundjgaard. 

"Não foi uma semana fácil, mas foi bem conseguida", disse o bicampeão nacional amador. "A verdade é que nas últimas semanas foram muitos dias de golfe, pelo que não estava na plena forma. Mas hoje consegui entrar de cabeça limpa e fazer o meu jogo." 

Pedro Clare Neves, também de Miramar, foi 4.º a nível amador masculino com 291 (+3) e João Pereira, da Aroeira, fechou o top-5 amador com 292 (+4). 

Torneio de 2.ª Categorias

Tiago Mendes (Orizonte) e Sara Melo (Quinta do Perú) foram os campeões em 2.ª Categorias (para jogadores amadores entre 5,0 e 12,0 de handicap). 

O primeiro assegurou o título masculino logo no final da terceira volta, já que foi o único da Categoria que passou o cut feito aos 54 buracos para a primeira metade da classificação. Tiago viria a totalizar 317 (+29) nos 72 buracos. 

Na prova feminina, houve duas concorrentes de 2.ª Categorias a passarem o cut e Sara Melo a venceu com um total de 321 (+33), face às 335 (+47) de Matilde Leal Gouveia (Santo da Serra).

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