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O português foi 7.º classificado no 4.º Palmares Open, onde só o putt impediu-o de lutar por um terceiro título
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Tomás Bessa obteve o seu quinto top-10 em seis torneios disputados no PT Tour de 2022/2023, cotando-se como uma das grandes figuras do único circuito internacional português para profissionais e amadores de alto rendimento.
O campeão nacional de 2020 terminou o 4.º Palmares Open no grupo de cinco jogadores 7.º classificados. Pedro Lencart e Vítor Lopes alcançaram um top-20, do qual o amador Miguel Silveira ficou à porta. O torneio contou com 80 participantes e distribuiu 10 mil euros em prémios monetários.
Vencedor de dois dos torneios realizados em Palmares (o 2.º e o 3.º), Tomás Bessa é sempre um dos favoritos quando se joga no Palmares Ocean Living & Golf, em Lagos e voltou a não desiludir. Somou 212 pancadas, 4 abaixo do Par dos percursos Alvor-Lagos, após voltas de 66, 74 e 72, embolsando 450 euros.
O bicampeão nacional absoluto, Pedro Lencart, foi 17.º a Par do campo, com 216 (73+75+68), enquanto Vítor Lopes foi 20.º (empatado) com 218 (75+73+70), +2.
O amador Miguel Silveira (74+71+74), de Miramar, foi 23.º com 219 (+3), João Pinto Basto Jnr. (77+79+75) terminou em 42.º com 231 (+15) e Alexandre Abreu (83+81+78) fechou em 61.º com 242 (+26).
Vindo da vitória no 3.º Palmares Open na semana passada, nos percursos Lagos e Praia), Tomás Bessa esteve no 2.º lugar do 4.º Palmares após uma primeira volta de 66 (-6), a 1 pancada do líder George Bloor (65).
Nas duas voltas seguintes sentiu mais dificuldades e deixou de estar na luta pelo título. Em declarações a Record, explicou que teve tudo a ver com o putting.
"Não consegui estar ao meu melhor nível nos dois últimos dias, um bocado devido à inconsistência do putt. Falhei muitos putts curtos, não me adaptei bem à velocidade dos greens, porque jogámos o percurso do Alvor e os greens estavam a uma velocidade bastante diferente dos do percurso Lagos (da semana anterior). Não vou dar isso como desculpa, mas contribuiu para que perdesse alguma confiança nos putts curtos e médios. Fundamentalmente, foi isso que mudou do primeiro torneio para este. De resto, consegui manter o nível em todas as partes do jogo no primeiro dia em que fiz -6, depois foram dois dias complicados e frustrantes", disse o profissional da Zurich.
"Quando uma pessoa não converte em birdies os bons shots, tudo o resto começa a ficar com mais pressão: o drive tem de ir mais longe e ao meio, o shot ao green tem de ficar mais perto da bandeira para garantir o putt, e isso fez com que o resto do jogo perdesse alguma qualidade devido a essa pressão extra", sublinhou o profissional de Paredes que reside no Algarve.
"De manhã fazia muito frio e vento, deveriam estar uns 6 graus com vento, bastante difícil, porque com as mãos frias perde-se sensibilidade, a bola não anda tanto e é preciso fazer-se um ajuste, mas depois, como é típico no Algarve, a partir das 11 horas, com sol, o tempo fica excelente e dá para jogar de polo até às 4 da tarde", acrescentou o jogador da Cigala.
"O campo está em ótimas condições, o vento sempre em direções diferentes, o que dificultava porque os buracos ficavam diferentes de um dia para o outro e a estratégia mudava bastante, as linhas de jogo também mudavam. Foi necessário um ajuste de dia para dia", concluiu Tomás Bessa.
O 4.º Palmares Open foi conquistado pelo inglês Rhys Thompson, com 203 (-13), após voltas de 67, 66 e 70, com 6 'shots' de vantagem sobre o compatriota George Bloor (65+76+68). O inglês Jonathan Thomson (74+71+65) e irlandês Daniel Mulligan (67+72+71) partilharam o 3.º lugar com 210 (-6).
"O resultado do vencedor é bastante bom, joguei com ele no segundo dia e ele jogou muito sólido, tanto que ficou destacado e foi o justo vencedor", assegurou Tomás Bessa.
"Estive aqui umas três semanas e foi ótimo terminar com uma vitória. O tempo esteve bom, gosto sempre de jogar em Palmares e estes torneios são sempre muito bem organizados", disse Rhys Thompson, que no ano passado venceu um torneio do PGA EuroPro Tour.
O próximo torneio no PT Tour será o Dom Pedro Laguna Open, o primeiro de três campeonatos que compõem o 'Swing' 4. Jogar-se-á de 2 a 4 de fevereiro, em Vilamoura, com 10 mil euros em prémios.
"Agora temos uma paragem de duas semanas e dará para avaliar o que se fez de bem e de menos bem. É para isso que servem as pré temporadas e é uma mais valia para nós, portugueses, termos este circuito", considerou Tomás Bessa.
É apenas o segundo jogador a revalidar o título na história do torneio, depois do campeoníssimo Hugo Espírito Santo que, este ano, foi vice-campeão
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