Taça Europeia feminina de hóquei em patins é "página dourada" na história da Sanjoanense

Sanjoanense vence Voltregà e conquista Taça Europeia feminina de hóquei em patins
• Foto: AD Sanjoanense

A conquista da Taça Europeia feminina de hóquei em patins constitui "uma das páginas douradas" da AD Sanjoanense, que assegurou o troféu no domingo, com goleada 5-1, em casa, frente às espanholas do Voltregà.

"É um troféu europeu, que não pode ser desvalorizado. Não é a Liga dos Campeões, nem temos capacidade financeira para competir lá, mas é um troféu europeu, pelo que elas foram campeãs de uma prova europeia", enalteceu João Maia, vice-presidente da Sanjoanense responsável pela secção de hóquei, que já tinha dado ao clube a Taça das Taças de 1986, mas masculina.

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Em declarações à Lusa, o dirigente comentava o êxito alcançado no domingo, perante um pavilhão "praticamente cheio", pelas pupilas do técnico Rui Pedro que se impuseram por expressivo 5-1 às representantes do campeonato espanhol, considerado o mais forte do Velho Continente na variante feminina.

"Não deixa de ser a segunda prova mais importante do hóquei em patins feminino. Foi criada a época passada e este ano já contou com equipas espanholas, representantes do campeonato claramente mais forte, com nível muito superior", completou.

João Maia recorda que até atingir a final a Sanjoanense afastou o Escola Livre, que em 2025 conquistou a primeira edição da competição, seguindo-se as francesas do Nantes, as alemãs do Kronenberg nas meias-finais e finalmente as espanholas do Voltregà.

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Por isso, destacou a "qualidade" do grupo de trabalho, ao qual atribui o mérito de "fazer muito com pouco", aludindo ao rigor orçamental que o clube pretende cumprir em todas as vertentes, defendeu.

Recordou que o hóquei em patins é um desporto caro e que as ajudas de custo dadas às atletas são "muito irrisórias", considerando que as desportistas "quase que pagam para jogar" e destacando, por isso, a sua "paixão" pelo desporto e pelo clube.

Já o treinador Rui Pedro enalteceu o "esforço" das suas pupilas, que "queriam muito ganhar", perante os seus adeptos e que foram "quem mais sofreu para o conseguir".

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"É um título muito importante para nós. Desde início que fomos ganhando experiência com os jogos, reforçando a entrega e atitude. Fomos uma equipa. A entreajuda e o espírito competitivo foram decisivos. Mostrámos que estávamos ali para ganhar e a vitória é mais do que justa", vincou.

O técnico considera que esta foi uma justa recompensa pela aposta da Sanjoanense no hóquei feminino e revelou que as meias-finais frente ao Kronenberg foram o momento decisivo, já que se tratou, na sua ótica, do adversário mais forte que encontrou na competição.

Ambos os responsáveis recordaram que a Sanjoanense tem estado em "todas as decisões" das provas mais importantes em Portugal, tendo o Benfica, com "outro orçamento", estado mais forte.

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As lisboetas são o rival nas meias-finais da Taça de Portugal, nas quais a AD Sanjoanense quer mudar a história.

Por Lusa
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