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ANTÓNIO Livramento é um caso ímpar. Não só pelas qualidades técnicas que fizeram dele o melhor jogador do mundo da história do hóquei em patins mas também pelos títulos conquistados, internamente e no plano internacional.
Agora, com a obtenção do título nacional, ao serviço do FC Porto, na qualidade de treinador, Livramento tornou-se o único homem do hóquei patinado a lograr vencer a competição mais importante portuguesa em representação dos três clubes grandes.
Foi no Benfica que começou a coleccionar troféus. Na selecção açambarcou uma série deles -- a lista é tão extensa que no quadro anexo nem se incluem Taças Latinas e Torneios de Montreux -- como atleta e como técnico. No Sporting somou êxitos enquanto jogador e treinador. Por fim, no FC Porto, na época que marcou o regresso à modalidade, deu um título que fugia, há anos, ao clube.
Moral da história: nos leões e na selecção, Livramento ganhou nas duas "frentes"; no Benfica apenas como jogador e nos dragões só como técnico. Em suma: um coleccionador de títulos ímpar.
A razão para o sucesso de Livramento como jogador e treinador explica-se numa só palavra: qualidade. Teve-a como atleta e soube prolongá-la na carreira de técnico, como, de resto, se depreende dos diferentes testemunhos.
Paulo Almeida, do Benfica e um dos melhores jogadores da actualidade, não esquece a época de 1988/1989, quando os leões se sagraram campeões nacionais. "O Livramento promoveu-me a sénior, quando era ainda júnior. E qual foi o meu espanto quando me colocou logo a jogar. Hoje, ainda recordo uma frase que me disse na altura: 'Paulo, não tenhas medo de errar, pois os mais velhos e mais experientes também o fazem. Joga tranquilo'."
O internacional luso guarda, pois, só boas recordações do técnico do FC Porto: "É um grande treinador, um grande homem e, principalmente, um grande amigo. Devo a ele grande parte do que hoje sou no hóquei em patins."
"Como hoquista, não houve outro que se lhe equiparasse; como treinador, não hesito em afirmar que, neste momento, é o melhor em Portugal", disse António Ramalhete, que foi colega de equipa no Benfica, Sporting e selecção, tendo, também, sido orientado por Livramento.
O actual seleccionador nacional, Jorge Vicente, considera que, sem Livramento, dificilmente os dragões se sagrariam campeões. "O António veio dar novo ânimo a uma equipa que era basicamente a mesma do ano transacto, mas que estava algo entorpecida. Fico muito feliz que tenha voltado definitivamente ao activo."
Também Carlos Dantas, técnico do Benfica, emitiu um opinião curiosa sobre António Livramento: "Foi o homem certo, no momento certo. Trouxe estabilidade emocional, não só aos jogadores como também aos dirigentes. E soube ultrapassar os altos e baixos que surgiram, logo a seguir ao Europeu." Já Cristiano Pereira, ex-seleccionador nacional, salienta o perfeito domínio de Livramento sobre os factores psicológicos adversos, facto que o torna num treinador muito especial. "Depois de um Nacional extremamente competitivo a que assistimos, fica-lhe bem este título."
O presidente da Federação Portuguesa de Patinagem, Carlos Sena, deixou também o seu testemunho. "É um nome que ficará para sempre na memória dos portugueses."
O "herói" da história, esse, reparte os louros da vitória. "Este título foi fruto do trabalho de muitas pessoas, desde as mais humildes, que todos os dias nos apoiam nas Antas, aos jogadores, passando pelo senhor Ilídio Pinto e, até, pelo próprio presidente do clube. Todos estão directamente envolvidos." Os desafios dos campeões nacionais, este ano, ainda não terminaram, pois há para disputar a Taça de Portugal, a Liga dos Campeões Europeus e a Supertaça. Por outras palavras: ao Campeonato Nacional poderão juntar-se mais três troféus. Seria o "pleno".
ISABEL DANTAS
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