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Campeonato feminino arranca este sábado na Luz
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São cinco contra cinco… e no fim ganha o Benfica. Tem sido esta a realidade do campeonato feminino de hóquei em patins na última década, altura em que as encarnadas entraram em cena na modalidade. A equipa de Paulo Almeida festejou na última temporada o histórico decacampeonato – nunca uma equipa de uma modalidade do Benfica tinha conseguido ganhar dez campeonatos seguidos.
Por estes motivos, é natural considerar as encarnadas favoritas à conquista do título. Elena Tamiozzo, a primeira jogadora italiana do hóquei do Benfica, é aposta, assim como Sofia Moncóvio, ex-capitã do Sporting, e ainda a guarda-redes Alice Vicente, que regressa ao ativo depois de um ano de interregno. Saíram Marta Benfeitas e a chilena Macarena Ramos, ambas para o recém-criado Tojal.
Com mais de 30 títulos conquistados na última década, o Benfica vai querer atingir outros voos na Europa, ao tentar repetir a conquista da Liga dos Campeões de 2015, na altura denominada Liga Europeia. Marlene Sousa, Maria Vieira, Cata Flores, Raquel Santos Maria Sofia Silva são alguns dos nomes sonantes que permanecem ao serviço das águias.
Já o Turquel, o último campeão antes da hegemonia do Benfica, procura voltar ao título de 2012. O emblema da aldeia do hóquei, este ano com Guillem Pérez a conciliar o cargo de treinador da equipa masculina e feminina, é a equipa com mais argumentos para discutir o campeonato com as encarnadas. O Turquel regressou com a equipa feminina na época passada, chegando à final do playoff. O plantel curto (apenas oito jogadoras) provocou dificuldades físicas, sobretudo nos jogos decisivos frente ao Benfica.
As turquelenses contam com as conhecidas gémeas Rita e Rute Lopes, antigas jogadoras de Benfica e Sporting que foram campeãs em 2012 pelo clube que as viu nascer. Renata Balonas, internacional portuguesa, é reforço importante para Guillem Pérez. A jovem argentina Lourdes Lampasona, de 18 anos, chega de San Juan para aumentar o nível da equipa.
O fim do Sporting
O campeonato arranca sem Sporting e Campo de Ourique, emblemas que extinguiram as equipas femininas. Pela dimensão do clube, o fim do hóquei feminino teve mais impacto mediático no clube de Alvalade que extinguiu a secção apenas quatro anos depois de a ter criado, tendo as leoas falhado o objetivo de terminar com a hegemonia do Benfica.
O fim de Sporting e Campo de Ourique permitiu a criação de Tojal e Física, emblemas que receberam jogadoras dos dois clubes. O Tojal pode fazer a surpresa neste regresso do hóquei feminino, uma vez que criou uma equipa competitiva com destaque para Sofia Contreiras e Macarena Ramos. O Stuart assumiu-se nos últimos anos como uma equipa de valor e é também favorita a estar nas fases de decisão.
Mais a norte, Feira e Académica são os clubes com mais condições para chegar longe, assim como a jovem equipa do Gulpilhares.
Chile e Argentina, mercado atrativo e caro
Portugal conseguiu fazer do seu campeonato masculino o mais competitivo do Mundo, mas o mesmo não acontece no feminino, apesar das melhorias nos últimos anos em termos de mediatismo, qualidade e aposta na formação, esta última atrapalhada pela pandemia. A OK Liga, em Espanha, é a melhor liga feminina com várias equipas a lutar pelo título, casos do HC Gijón (campeão espanhol e europeu), Vila-Sana, Palau, Manlleu ou HP Coruña (antigo Liceo).
Pela maior competitividade na OK Liga, os convites recusados pelas jogadoras espanholas aos clubes portugueses acabam por não ser uma grande surpresa. O campeonato português procura ganhar atratividade pelo menos para francesas e italianas, que jogam numa liga cujo nível é semelhante ao de Portugal.
A solução para a maior subida de qualidade pode passar pela Argentina e Chile, países com tradição no hóquei em patins e cuja instabilidade económica pode precipitar a saída de jogadoras para a Europa, o que começa a acontecer aos poucos.
Porém, os altos valores da inscrição de jogadoras extracomunitárias (fora da Europa) são um entrave à sua contratação. Por exemplo, o Tojal teve de pagar mais de 2 mil euros para a inscrição da chilena Macarena Ramos, ex-jogadora do Benfica, valor avultado para a realidade da maioria dos clubes.
O campeonato arranca este sábado (11h) no Pavilhão da Luz, com a receção do Benfica à Física. Ao todo, são 17 equipas a participar no campeonato, com argumentos e ambições diferentes.
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