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Sérgio Silva não podia ter melhor estreia no campeonato italiano (A1). Na jornada inaugural, o Prato venceu o Bréganze, por 5-0, com dois golos do internacional português. “Foi muito bom começar com uma vitória e marcar no meu primeiro jogo oficial ao serviço do Prato”, disse-nos ontem o antigo jogador do Óquei de Barcelos.
A viver há dois meses em Itália, mais propriamente em Forte del Marni – cuja equipa perdeu (0-7) com o Bassano, do técnico Carlos Dantas – , cidade localizada a 90 km de Prato, Sérgio Silva sente-se perfeitamente adaptado à nova condição de emigrante.
“As pessoas são extremamente amáveis. Fui recebido com muito carinho e procuro ajudar ao máximo quem me recebeu tão bem. Se não fossem as saudades do meu filho tudo estaria a correr pelo melhor”, confessa o defesa campeão do Mundo.
Influência dos Bertolucci
A saída de Barcelos deixou marcas no jogador português. Sempre foram dez anos ao serviço da formação minhota. No entanto, a saída tornou-se inevitável, conforme nos disse. “Os problemas no Óquei de Barcelos pareciam que não tinham fim. Nunca pensei abandonar a cidade e muito menos vir para Itália. Mas chegou a uma altura que não aguentei. Mirko e Alessandro Bertolucci [colegas de Sérgio Silva no OC Barecelos e ex-jogadores Prato, n.d.r.] falaram comigo e acabei por ingressar no Prato com um acordo válido por uma temporada”, lembrou.
Outro estilo
Sérgio Silva reconhece que a modalidade em Portugal está mais de- senvolvida, sendo o campeonato mais competitivo do que o transalpino.
“Em Itália, o interesse é menor. Vê-se até pelo público presente nos pavilhões. Em Portugal, o hóquei é mais artístico e cativa mais as pessoas. Aqui a luta pelo título resume-se a três equipas. O Prato, o Bassano e o Folónica, enquanto em Portugal há mais competição”, refere o jogador português.
Apesar da distância, Sérgio Silva mantém-se informado sobre a modalidade em Portugal. “Através do computador acompanho o hóquei em patins no nosso país e, principalmente, a carreira do Óquei de Barcelos. Deixei lá muitos amigos”, referiu o internacional português, adiantando, “a minha primeira opção é regressar a Portugal no próximo ano, a segunda é manter-me em Itália”.
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