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Livramento morreu há 20 anos
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Foi há 20 anos que António Livramento, o alentejano de São Manços, deixou de luto o hóquei em patins português. Um AVC traiu aos 55 anos uma das maiores lendas da modalidade que conquistou tudo o que havia para ganhar. Duas décadas depois da sua morte, Record esteve à conversa com António Ramalhete, outra figura incontornável do hóquei que lembrou o seu amigo.
"Foi um jogador fora do normal, por muitos considerado o melhor do mundo. Tinha uma técnica e uma patinagem fora do normal. O Livramento tinha essas qualidades todas e realmente era um jogador admirado. Todos os outros reconheciam a sua supremacia. Tanto colegas como adversários. Ficou conhecido em todo o mundo", recorda o ex-guarda-redes.
Ao início, a paixão de Livramento era o futebol mas o jeito para marcar golos com os pés não era mesmo que tinha para marcar com o stick. Torcato Ferreira, antigo treinador, sugeriu que fosse experimentar o hóquei, mas Livramento torceu o nariz. Afinal, a paixão era mesmo o futebol, mas depois lá acabou por ceder. Com apenas 16 anos fez a estreia no Benfica. A partir de 1961 passou a representar a Seleção Nacional e o palmarés fala por si: sete vezes campeão da Europa e três vezes campeão do mundo.
Passagem por Itália, Benfica... e pelo Banco Pinto & Sotto Mayor
Na época 70/71, Livramento transfere-se para o Monza onde fica apenas uma época, tempo suficiente para deixar a sua marca em Itália. Volta ao Benfica, mas numa época em que desporto era amador, Livramento representou o Banco Pinto & Sotto Mayor, onde conciliava o hóquei com a profissão de banqueiro.
"O banco tinha um clube desportivo e nessa altura decidiu introduzir o hóquei porque havia um grupo de jogadores que jogavam e trabalhavam no banco. A equipa durou dois ou três anos", lembra o ex-guarda-redes.
Depois disso, vestiu a camisola do Sporting. Com a companhia de Ramalhete, Rendeiro, Chana e Sobrinho, o quinteto maravilha, venceu a Taça dos Campeões Europeus em 1976, numa equipa que ficou eternizada na história do clube e, para muitos, a melhor de sempre do emblema de Alvalade.
Ramalhete foi companheiro de equipa de Livramento no Benfica, Sporting e na Seleção, mas lembrou o ano em que se desencontraram. Numa final da Taça de Portugal disputada em Cascais, foi Ramalhete a levar a melhor porque já sabia as artimanhas do seu eterno amigo.
"Eu estava no Sporting e ele no Benfica. Disse aos meus colegas para o deixarem ter a bola o máximo de tempo que lhe apetecesse. Já estava habituado à forma dele rematar e fintar. Ganhámos 1-0", recorda.
"Era incentivado pelos próprios adversários"Já em fase final de carreira, Livramento voltou a Itália para representar o Amatori Lodi. Na época seguinte, ao serviço do Sporting, voltou com Ramalhete à pequena cidade italiana num jogo a contar para as competições europeias.
"Quando nos deslocámos a Itália, o próprio adversário tinha uma tarja a incentivar o próprio Livramento. 'Deus perdoa Livramento não', dizia a tarja. Aqui vê-se a pessoa que ele era", recorda Ramalhete.
Se dentro dos pavilhões Livramento foi lenda, a muito se deveu à sua paixão pelo desporto, competitividade e mentalidade vencedora.
"Tinha a faceta de brincalhão e antes dos jogos costumava jogar às cartas. Se lhe perguntasse qual era a constituição do Salvaterra de Magos ele dizia a constituição da equipa. Sabia as equipas todas da 1.ª à 3.ª divisão. Era um apaixonado pelo desporto e tinha jeito para tudo. Desde o bilhar ao ping pong!".
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