Nuno Resende lembra incidentes no dérbi: «Sinto-me envergonhado, mas não batam apenas no hóquei»

Treinador do Benfica abordou desfecho do jogo 3 e lembrou acontecimentos da Luz

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• Foto: Carlos Barroso

Na análise à derrota do Benfica perante o Sporting, que deixou os leões a uma vitória da final do playoff, Nuno Resende considerou que as águias fizeram um bom jogo no Pavilhão João Rocha, mas que os erros cometidos na segunda metade acabaram por ser fundamentais. O técnico dos encarnados voltou ainda ao sucedido no segundo jogo desta série e assumiu que aqueles incidentes o envergonharam.

"O último jogo, em questões extra hóquei, não foi bom para ninguém. Foi um bom jogo em termos táticos, tal como este. É importante que os intervenientes tenham contenção em todos os jogos. Hoje ganhou a equipa que foi mais eficaz. Entrámos bem no jogo, conseguimos suster a entrada do Sporting. Num desequilíbrio ofensivo permitimos o dois para um. O Sporting adiantou-se no resultado, pela primeira vez neste playoff", começou por analisar.

"Na segunda parte, cometemos erros que não podemos cometer a este nível. O 3-1 acaba por colocar o Sporting numa posição mais confortável. Pelo meio ainda conseguimos fazer um bom caudal ofensivo e houve mérito do guarda-redes do Sporting. Fizemos o 4-2, poderíamos ter feito o 4-3, mas não conseguimos. O Sporting está a ganhar 2-1 e agora vamos preparar o próximo jogo, na sexta-feira, para dar uma boa resposta. Os adeptos assim merecem", frisou.

Voltando ao momento da modalidade, Nuno Resende foi claro. "Já ouço há 20 anos que o hóquei 'vai acabar'. Não concordo. Há cada vez mais investimento. Nas camadas jovens há cada vez mais executantes e mais valores. O hóquei está com vivacidade, tem pavilhões cheios e excelentes executantes. Agora que o desporto em Portugal merece uma reflexão, isso merece. Tal como em nossa casa, quem prevarica tem de ser castigado, porque há princípios e valores que têm de ser respeitados. Estive seis anos fora, estas coisas aconteceram ao longo do tempo, e nunca vi tomarem uma decisão para que as situações não se repetissem. Não tem havido tomadas de decisões. Em Itália as pessoas sabem que se prevaricarem as decisões são rígidas. Cá o que se passa há muito tempo é que há facilitismo. Defendo o hóquei em patins até à morte. Sinto-me envergonhado (com o que se passou no último jogo), mas não batam apenas no hóquei. Vamos defender uma modalidade com títulos europeus e mundiais, com jogadores condecorados pelo Presidente da República".

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