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ANTÓNIO Livramento, o monstro sagrado do hóquei patinado, vai a enterrar quarta-feira, depois de, terça à noite, cerca de uma centena de pessoas terem ido velar o corpo à Igreja de Benfica. João Rocha, Eusébio, Carlos Dantas, José Manuel Antunes, Dias Ferreira, José Carlos Manaças, Paulo Gama, António Ramalhete, António Ramalho, Shéu Han e Pedro Trindade foram apresentar as condolências à família de Livramento, que deixa duas filhas.
Aquele que foi o melhor hoquista de todos os tempos segue para a última morada, deixando uma marca de campeão por onde passou como jogador e como treinador. Era irreverente, brincalhão, amigo do seu amigo, e tinha aquele sexto sentido para fazer as coisas que pareciam impossíveis. Era um mestre que gostava de hóquei como espectáculo. Como chegou a dizer o seu colega António Ramalhete, a "nossa equipa era o Livramento e mais quatro", um sinal evidente do peso que António Livramento tinha enquanto praticante de hóquei. Mas quando deixou de calçar os patins e passou a treinador, Livramento trilhou a mesma rota de sucesso: foi campeão no Sporting e depois na selecção nacional, que lhe deve o seu último título mundial, em 1993.
BANDEIRAS A MEIA HASTE
O desaparecimento de António Livramento gerou uma onda de emoção nacional, e Benfica, Sporting e FC Porto associaram-se colocando as suas bandeiras a meia haste. O Benfica foi o primeiro clube onde António Livramento foi campeão e a Direcção do clube da Luz vai colocar uma coroa de flores com a inscrição "Obrigado campeão" sobre a urna. "É uma parte integrante da história do Benfica", relembrou José Manuel Antunes.
O Sporting enviou um fax de condolências ao FC Porto, por este ser o seu último clube, e um telegrama à família. Os leões vão ainda fazer a evocação à memória do seu sócio de mérito com o número 9168, no jornal de clube.
O FC Porto estará representado em peso no funeral de hoje do homem que conduziu o clube à vitória no campeonato e na Taça de Portugal. Pinto da Costa e Fernando Santos fizeram questão de ontem deixarem Luanda, embarcando para Lisboa para estarem presentes, hoje, no funeral. Ilídio Pinto, vice-presidente para as amadoras e responsável pela contratação de Livramento como técnico, anunciou que atletas de várias modalidades do FC Porto também virão a Lisboa despedir-se de "um técnico campeão". "Tudo aquilo que possamos dar neste momento não é, infelizmente, muito, mas vamos dar-lhe a última homenagem", referiu. Durante o dia de terça-feira, chegaram às Antas vários telegramas de condolências, entre os quais do Real Madrid, Igualada, Barcelos e Juventude Salesiana.
JOGADORES CONSTERNADOS
Em Reus, onde a selecção portuguesa está a participar no Mundial, o dia de terça-feira foi de profunda tristeza. Depois do silêncio da véspera, o ambiente entre a comitiva lusa era pesado e nem a vitória frente a Moçambique foi vivida com entusiasmo. Antes desse encontro foi prestado um minuto de silêncio à figura de António Livramento, a que se juntaram representantes de todos os países no Mundial, mas ninguém conseguiu esconder o significado do desaparecimento de Livramento. A selecção nacional jogou com braçadeiras pretas e os jogadores do FC Porto dificilmente superaram os momentos difíceis. Foi uma tarde de luto. Ao hotel onde está instalada a comitiva lusa chegaram vários telegramas de condolências e membros das delegações estrangeiras foram expressar o voto de pesar para uma figura de reconhecidos méritos a nível mundial.
"MORTE NÃO TEVE A VER COM DEMORA"
O director do Hospital de São José, Sá Figueiredo, afirmou terça-feira que a morte de António Livramento "não teve nada a ver com a demora no transporte" de ambulância desde Faro. Segundo o médico, "há situações que podem piorar com o transporte de helicóptero" e num acidente como o vascular cerebral sofrido por António Livramento "é quase indiferente ficar três ou cinco ou mais horas sem ser assistido".
"É muito difícil explicar a gravidade da patologia de situações como esta", indicou Sá Figueiredo, sublinhando que o facto de Livramento não ter sido "imediatamente ligado ao ventilador também não influenciou em nada a sua situação".
Explicando esta afirmação, o director do hospital lisboeta disse que "o paciente abandonou o ventilador após poucas horas e morreu sem ventilação", antes de concluir: "Fizemos todo o possível e agimos com todos os meios que estavam ao nosso alcance."
Contactado por Record para precisar a hora da morte de Livramento, Sá Figueiredo disse desconhecê-la, mas reiterou que "a causa directa da morte foi um AVC (acidente vascular cerebral)".
Quanto à eventualidade de o malogrado treinador do FC Porto poder, eventualmente, ter sido tratado no Algarve, Sá Figueiredo disse não conhecer o Hospital de Faro, e apenas o de S. José, mas também que o envio de doentes do Hospital de Faro para o de S. José era "um procedimento de rotina".
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