PSP rejeita as acusações de inércia por parte da Oliveirense e Sanjoanense

Entidade emitiu comunicado a explicar o sucedido

• Foto: Facebook União Desportiva Oliveirense/ Simoldes- Hóquei em Patins

A PSP rejeita as acusações de inércia por parte da Oliveirense e Sanjoanense, depois das agressões que a equipa de Oliveira de Azeméis sofreu na quarta-feira em São João da Madeira, antes da partida.

O diretor para o hóquei patins da Sanjoanense, Pedro Ribeiro, confirmou ao nosso jornal que enviou um mail à PSP a alertar da chegada da equipa da Oliveirense, mas que a PSP "não apareceu à hora prevista".

Agora, a PSP emitiu um direito de resposta ao nosso jornal em que refere "que não foi requisitado reforço policial" e que a partida não estava considerada como de "alto risco".

Leia o comunicado da PSP:
Em relação ao jogo de hóquei em patins realizado a 10MAR2021, às 20H30, entre as equipas AD Sanjoanense / UD Oliveirense, encarrega-me a Exma. Senhora Comandante Distrital, Superintendente Virgínia Cruz, de informar o seguinte:

1 - A Polícia de Segurança Pública confirma ter recebido, na Esquadra de S. João da Madeira, um email por parte da Associação Desportiva Sanjoanense (ADS), no dia 08-03-2021, pelas 16H15.

2 - Nessa comunicação, a ADS pretendia "informar que dia 10/03/2021 pelas 20h30mn a equipa sénior de hóquei em patins da União Desportiva Oliveirense vai deslocar-se a São João da Madeira (Pavilhão dos Desportos) para a realização de um jogo de hóquei em patins com a nossa equipa, a contar para o Campeonato Nacional da 1.ª divisão de hóquei em Patins". Adita que, a hora prevista de chegada da equipa seria pelas 19h00;

3 - A PSP rececionou um outro email, em 09-03-2021, por parte da empresa de Segurança Privada SPDE a remeter a listagem de Assistentes de Recintos Desportivos que iriam estar presentes no evento desportivo em questão – procedimento habitual, segundo a legislação em vigor;

4 - O evento desportivo decorreu "à porta fechada" e não houve requisição de qualquer reforço policial. Aliás, desde a altura em que foi interditado o acesso de público ao interior do Pavilhão da ADS, decorrente da declaração do estado de emergência, que aquele promotor não requisita policiamento específico, recorrendo exclusivamente a segurança privada;

5 - O Jogo não estava classificado de "risco elevado" pois, se assim fosse, obrigatoriamente teria que ser requisitado.
policiamento por parte do organizador do evento desportivo, a ADS. Ademais, nos termos da legislação em vigor, é ao clube anfitrião que cabe identificar situações de risco e, sempre que possível a priori, alertar a PSP para adoção de novas medidas preventivas que se afigurem necessárias.

6 - Até à hora do evento, não foi a PSP contactada por qualquer outro meio por parte da Direção do Hóquei em Patins e, em nenhum momento, foi reportada qualquer situação que apontasse para qualquer cenário de risco.

7 - A PSP, como é habitual, garantiu o policiamento descontínuo nas imediações do Pavilhão, para prevenir a aglomeração de adeptos ou qualquer prática inadequada, não tendo sido detetado nenhum adepto/cidadão nas imediações do mesmo, incluindo nas arcadas do Centro Comercial existente ao lado do referido Pavilhão;

8 - Pelas 19h05, a PSP recebeu uma comunicação telefónica a alertar para uma ocorrência com agressões e insultos, de imediato acorrido por diversos Polícias. Chegados ao local, já não foi visualizado qualquer conflito nem presença de adeptos, somente pessoas ligadas ao evento desportivo;

9 - Concretizadas diligências para localizar os eventuais adeptos/cidadãos responsáveis pelos incidentes, nada mais se apurou no imediato;

10 - A PSP garantiu o acompanhamento da equipa da Oliveirense no final do evento desportivo.

Por Rafael Godinho
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