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O clube (sobre)vive, essencialmente, do apoio da Câmara Municipal local, que, entre outras benesses, paga a totalidade das deslocações da equipa no Campeonato Nacional da I Divisão. E vai custear grande parte da nova iluminação
O SESIMBRA debate-se com problemas financeiros. Nos tempos que correm, não ter publicidade nas camisolas nem ser contemplado com transmissões televisivas é sinónimo de problemas de tesouraria. É a única equipa, que compete na I Divisão, que não tem “pub” nos equipamentos. A Direcção trabalhou nesse sentido, mas as coisas correram mal. O único acordo conseguido foi com a empresa Teodoro Gomes Alho & Filhos, que comprou a publicidade estática no chão do recinto.
O clube (sobre)vive, essencialmente, do apoio camarário, que entre outras benesses paga a totalidade das deslocações da equipa sénior no campeonato nacional. E vai custear grande parte da nova iluminação do pavilhão. A obra está orçada em cerca de 7 mil contos e estará concluída até 10 de Agosto, data do aniversário do clube.
O pavilhão ficará dotado de quatro tipos de iluminação: recreação, treino e competição, com e sem transmissão televisiva. “Além da Câmara, o principal suporte, também temos a promessa de apoio por parte do IND”, esclareceu Sebastião Patrício.
O presidente da Direcção, recentemente contemplado com o Troféu Serpa, recorda um acordo firmado com a DNC para as transmissões televisivas. “Ainda não tivemos nenhuma. Recentemente jogou aqui o Benfica, o pavilhão lotou, mas não houve transmissão. A argumentação da luz é insuficiente, basta haver boa vontade da TV, clube e DNC para as coisas se arranjarem. Vejam-se os jogos de futebol. A verdade é que ainda não tirámos dividendos do acordo firmado com a DNC, a não ser que estejam à espera do desafio com o FC Porto no próximo dia 31 (18.00 horas)”, sublinha.
No tocante ao troféu que recebeu, “foi uma honra recebê-lo, face aos competidores (Orlando Mascarenhas, ex-Benfica, e Ricardo Lourenço, do OC Barcelos), e também à carga que o nome da família Serpa tem na modalidade”, refere. Um prémio que homenageia o clube, a vila e todos aqueles que, nos últimos 23 anos, trabalharam com o líder do GD Sesimbra, que confessa que também ficou sensibilizado com o prémio atribuído a Luís Sénica, tanto pelo trabalho que desenvolveu no clube, como “pelo contributo, deveras importante, dado ao hóquei em patins nacional”.
Orgulho local
Outro motivo de orgulho para os sesimbrenses são as restantes equipas: feminina (a única do distrito de Setúbal e que compete, por isso, na AP Lisboa), juniores, juvenis, iniciados, infantis A e B e uma escola de patinagem, que funciona aos sábados, entre as 9 e as 13 horas, com aulas ministradas por treinadores diplomados.
O antigo atleta Jorge Santos é o coordenador, além de responder pelos juniores e juvenis. Os restantes técnicos são Sónia Resende, Artur Pereira e José Lopes. O Grupo Desportivo movimenta cerca de 120 atletas e foi campeão distrital, na última época, em infantis A e B e em juniores.
Este ano, em 13 e 14 de Abril, o GD Sesimbra organiza a 16ª edição do Torneio Praias de Sesimbra. Já confirmaram a presença o Gulpilhares, Oliveirense, Paço de Arcos, Alverca, Estremoz, US Cacém, J. Azeitonense, Seixal, HC Santa Cruz, Vilafranquense e L. Algés, numa prova que abrange todos os escalões etários, inclusive um jogo de veteranos.
Lutar até final da prova
O treinador Paulo Pinhal acredita que a equipa do Sesimbra vai ficar na I Divisão. O objectivo, traçado desde o início da época, é a manutenção. “Se não acreditássemos ser possível, não valia a pena andarmos nesta luta, que vai prolongar-se até ao fim do campeonato”, diz o técnico.
Ligado à modalidade há 30 anos, todos passados no GD Sesimbra, excepto três em que serviu o Seixal, Paulo Pinhal considera que a equipa foi, até ao momento, apenas prejudicada em dois jogos: com o Seixal e o Sp. Tomar, ambos em casa. Porém, “às vezes também somos beneficiados”, admite.
No que concerne ao campeonato, afirma que, exceptuando o Benfica, OC Barcelos e FC Porto, “a única diferença que nos separa das restantes equipas é a pouca tarimba na I Divisão, talvez na segunda fase da prova possamos dar uma melhor resposta neste aspecto”. O técnico defende um campeonato com 14 equipas, de modo a evitar que algumas andem num constante sobe e desce.
No que se refere ao futuro, “se não houver publicidade é complicado aguentar uma equipa na I Divisão e outra (de futebol) na II B”, reconhece o técnico. Porém, “se conseguirmos esses apoios, se ficarmos na I Divisão, com o reforço de mais um ou dois jogadores, poderemos fazer um trabalho sem andarmos com a corda na garganta como esta época”. O conjunto do Sesimbra é formado 80 por cento por atletas da casa.
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