Comité Olímpico "reconhece e agradece o esforço" do Governo no investimento para Paris'2024 mas pedia mais

• Foto: Vítor Chi

O Comité Olímpico de Portugal (COP) reconheceu esta quinta-feira o "esforço" do Governo na dotação financeira de 22 milhões de euros para a preparação a caminho de Paris2024, mas notou que a proposta fica aquém do que tinha pedido.

"O COP reconhece e agradece o esforço feito quer pela ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares quer por parte do secretário de Estado da Juventude e do Desporto para a solução final encontrada, a qual, apesar de não corresponder à proposta apresentada pelo COP, traduz um esforço muito significativo para dela se aproximar", pode ler-se num comunicado esta quinta-feira divulgado pelo organismo liderado por José Manuel Constantino.

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Em comunicado, a secretaria de Estado da Juventude e do Desporto dá conta que "foi hoje aprovada a Resolução de Conselho de Ministros que determina a realização de despesa para a execução do Programa de Preparação Olímpica e Paralímpica para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos -- Paris 2024 no total de 31,2 milhões de euros".

As verbas para o próximo ciclo olímpico constituem um aumento de 18,4%, segundo o Governo, em relação a Tóquio2020. Para esses Jogos, adiados em um ano devido à pandemia de covid-19, foram aprovados 18,55 milhões de euros para olímpicos -- reforçados em quatro ME por causa do adiamento.

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O COP nota que o aumento é "superior ao valor constante da proposta de Orçamento de Estado do anterior Governo", e o valor permitirá "uma atualização das bolsas concedidas a atletas e treinadores" integrados no programa de preparação olímpica. "No que concerne ao apoio às federações desportivas, às quais se destinam cerca de 65% do valor global da dotação, o aumento nominal pode não corresponder a um aumento real, dada a evolução negativa dos preços das duas principais rubricas que consomem essa dotação - alojamentos e transportes para as competições de apuramento", comentou ainda o COP.

Segundo este organismo, nestas rubricas o aumento dos custos é "não inferior a 30% e, nalguns casos, de 70%".

Por Lusa
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