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A Federação de Ginástica de Portugal considera o adiamento dos Jogos Tóquio2020 "necessário para a preservação da saúde dos intervenientes", mas alerta para a necessidade dos ginastas "retomarem a atividade normal", adiantou esta terça-feira à Lusa o presidente.
"A maior preocupação neste momento é que os atletas se mantenham saudáveis e possam retomar a sua atividade normal o mais cedo possível e em segurança", explicou João Paulo Rocha.
Os Jogos Olímpicos Tóquio2020 foram adiados para 2021, devido à pandemia da covid-19, anunciaram hoje o Comité Olímpico Internacional (COI) e o Comité Organizador dos Jogos, em comunicado.
"Nas presentes circunstâncias e baseado nas informações dadas hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o presidente do COI [Thomas Bach] e o primeiro-ministro do Japão [Shinzo Abe] concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada em Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020 e nunca depois do verão de 2021", lê-se no comunicado.
Para o responsável pela ginástica portuguesa, a decisão de adiar a prova prevista para este verão no Japão é "muito tranquilizadora" e "necessária para a preservação da saúde dos intervenientes", embora tardia.
"É o que se esperava, mas já devia ter sido há mais tempo. Como se costuma dizer, mais vale tarde do que nunca, mas é triste que tenha sido por via de uma pressão externa enorme", vincou.
Sendo a ginástica uma modalidade que necessita de espaços específicos para treinar a técnica, João Paulo Rocha não sabe quando os ginastas podem retomar os treinos com normalidade.
"Quando isso vai acontecer, ninguém sabe. Mas, quando acontecer, que tenham a tranquilidade suficiente, os atletas, clubes, organismos e federações, para organizar uma participação olímpica de acordo com as ambições que legitimamente temos", sublinhou.
Atletas de modalidades de atletismo, como fundo ou meio-fundo, ou ciclismo, têm mais facilidade em manter os treinos, ao contrário de atletas de ginástica ou natação, acrescentou.
Segundo o dirigente há ainda "muitas questões a surgirem", como a da qualificação olímpica na ginástica, e se esta irá sofrer alterações.
Já sobre o financiamento público, João Paulo Rocha questionou como este irá ser delineado, num ciclo que "é agora de cinco anos".
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 6.077 mortos em 63.927 casos. Segundo as autoridades italianas, 7.024 dos infetados já estão curados.
Em Portugal, há 33 mortes e 2.362 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.
Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.
Por Lusa