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Jorge Vieira reagiu à decisão de realizar os Jogos Olímpicos em 2021
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O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) felicitou esta terça-feira o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020 devido à pandemia da covid-19, apesar de a decisão implicar "muito provavelmente" o cancelamento do Mundial, previsto para agosto de 2021.
Jorge Vieira defendeu que o comunicado emitido pelo Comité Olímpico Internacional (COI) e pelo Comité Organizador dos Jogos "peca por tardio" e em declarações à agência Lusa reforçou que uma decisão dentro de quatro semanas seria "um absurdo" e deixaria "atletas e organizações à beira do caos".
"Agora, tudo será uma cascata de decisões que têm de ser tomadas. Para o ano teríamos um Mundial que certamente não se vai realizar, mas foi a melhor decisão nesta altura", explicou o dirigente, admitindo que chegou a ter "dúvidas", mas que a evolução da pandemia na última semana foi tão rápida que o adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021 se tornou "inevitável".
Para Jorge Vieira, a decisão volta também a "equalizar" as oportunidades de todos os atletas, esbatendo as "diferenças nas oportunidades de treino e de qualificação" entre os vários países e repondo a "verdade desportiva" e o "espírito olímpico".
Agora, é tempo de "olhar para o futuro com esperança" e "arregaçar as mangas" para recuperar dos problemas provocados pela pandemia da covid-19 no atletismo e no desporto em geral, numa missão que Jorge Vieira espera que não seja esquecida pelos governantes.
"É muito importante que olhem para o desporto como uma força de recuperação para o país e não como um espetáculo. Que não seja relegado, pois somos um agente económico fundamental e é necessário que venham mensagens 'de cima' que assegurem que não vamos ficar prejudicados como na última crise", defendeu o líder da FPA.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 17.000 morreram.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
Em Portugal, há 30 mortos e 2362 infetados confirmados. Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 2 de abril.
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