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Ministra Margarida Balseiro Lopes presidiu à cerimónia
A sede do Comité Olímpico de Portugal (COP), em Lisboa, foi palco, esta manhã, da assinatura dos contratos-programa de preparação olímpica e paralímpica visando os Jogos de Los Angeles 2028 e de preparação surdolímpica para Atenas 2029.
Na cerimónia estiveram presentes a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, a secretária de Estado da Ação Social e Inclusão, Clara Marques Mendes, o presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, Ricardo Gonçalves, o presidente do Comité Olímpico de portugal (COP), Fernando Gomes, e o presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP), José Manuel Lourenço.
Para Margarida Balseiro Lopes, tratou-se de mais um "momento histórico".
"O objetivo é dar melhores condições para os nossos atletas mas, há um aspeto que gostaria de destacar, no caso da preparação surdolímpica pela primeira vez se fazer um contrato plurianual. O que dá previsibilidade e evita situações, como as que se chegaram a verificar de terminado o contrato e ainda não havendo outro em execução, de haver atrasos de pagamentos aos nossos atletas e é isso que não podemos permitir que aconteça. Naturalmente, que as expetativas são elevadas porque os nossos atletas nos têm habituado a boas prestações. Ainda agora, tivemos nos surdolímpicos em Tóquio a nossa melhor prestação de sempre. Trouxemos seis medalhas para Portugal. Mas, para nós termos essas expectativas temos que criar as condições para valorizar o alto rendimento e dignificar a forma como os nossos atletas depois têm as condições adequadas para poderem treinar e trazerem bons resultados", destacou a ministra.
Já, Fernando Gomes sublinhou que "este é um instrumento prático e ambicioso que traduz em medidas concretas o compromisso que assumimos com os nossos atletas e com todo o movimento desportivo nacional", considerando ainda "especialmente positivo o aumento de 30 por cento do apoio à preparação olímpica, medida que permitirá reforçar e alargar as equipas multidisciplinares de suporte, medicina desportiva, psicologia, fisiologia, nutrição e preparação física. Exatamente no sentido das prioridades que o COP tem definido, colocar o atleta no centro das decisões e assegurar o acompanhamento integrado, contínuo e multidisciplinar".
Por outro lado, o presidente do COP realçou ainda que este contrato-programa é também "a concretização da promessa de fazer crescer acima de 20% o valor alocado à preparação olímpica nacional, que o Primeiro-Ministro Luís Montenegro fez há pouco mais de um ano quando recebeu as missões olímpica e paralímpica. A partir de hoje não falamos mais de intenções, falamos de ação. Precisamos de uma mobilização coletiva para defender o olimpismo neste esforço para competir melhor e honrar Portugal com dignidade. Que possamos juntos transformar trabalho em resultados, esperança em conquista e investimento em medalhas".
Para finalizar, Gomes enalteceu que "para formar a equipa de Portugal no início deste ano tínhamos 83 atletas no projeto olímpico, hoje são 133, mais 50 atletas que integraram o projeto durante este ano", sem esquecer: "Acreditamos que investir em infraestruturas é investir em resultados por isso com um sentido muito prático teremos a requalificação de instalações desportivas por todo o território nacional. Também a preparação de alto rendimento exige recursos humanos qualificados por isso porque entendemos que as federações precisam de um reforço imediato das suas equipas técnicas e de apoio, iniciámos hoje mesmo o processo que permitirá a contratação de 100 profissionais qualificados para as federações desportivas".
"Além disso", refere ainda o líder do COP, "a promoção da prática desportiva feminina é igualmente uma prioridade. Estamos verdadeiramente comprometidos com medidas de incentivo e critérios que privilegiem a inclusão, a continuidade e a qualidade formativa, com os olhos postos no futuro, porque mais praticantes hoje significa mais campeãs amanhã".
Por sua vez, José Manuel Lourenço começou por definir esta cerimónia como um "momento verdadeiramente inclusivo".
"Representa acima de tudo a reafirmação da confiança que o governo e a administração pública, através do IPDJ [Instituto Português do Desporto e Juventude] e INR [Instituto Nacional para a Reabilitação], depositam em instituições desportivas para a implementação de políticas públicas no setor do desporto", partilhou.
O presidente do CPP salientou ainda: "Para o Comité Paralímpico, este momento reveste-se, igualmente, de um significado particular na medida em que foi reconhecida a importância de integrar num único instrumento contratual as dimensões paralímpicas e surdolímpicas".
José Manuel Lourenço terminou recordando que "desde 2019 a dimensão surdolímpica não beneficiava de um contrato de natureza plurianual. A concretização desta nova realidade veio introduzir previsibilidade, estabilidade e equidade permitindo que as federações desportivas planeiem e desenvolvam a sua intervenção, com as mesmas garantias de financiamento que têm vindo a ser assegurada à dimensão paraolímpica".
Os contratos-programa para Los Angeles'2028 visam um aumento de 30% em relação a Paris'2024 nos olímpicos (passa a ser 30 milhões de euros) e parlímpicos (12 milhões de euros), e 70% nos surdolímpicos (3 milhões de euros), estes face aos recentes jogos que decorreram este ano em Tóquio.
Ministra Margarida Balseiro Lopes presidiu à cerimónia
Cerimónia realiza-se a 6 de fevereiro do próximo ano, no Estádio Giuseppe Meazza
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