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Comité Paralímpico de Portugal atrasado em quatro meses no pagamento...
O projeto paralímpico Londres'2012 enfrenta graves dificuldades económicas, com os atletas a verem a sua preparação afetada pelo facto de estarem a receber as bolsas mensais com atraso.
O Comité Paralímpico de Portugal (CPP), responsável pela gestão do projeto, já informou os atletas de que a 31 de dezembro deste ano o pagamento das bolsas - que variam entre os 450 e os 161 euros, consoante o nível - estará atrasado quatro meses.
Humberto Santos, presidente do CPP, admite atrasos nos pagamentos e refere que desde 2009 "o projeto paralímpico tem sido deficitário".
Humberto Santos refere que já em 2010 "os atletas receberam apenas 75 por cento do valor previsto" e admite que atualmente "os pagamentos não têm sido regulares".
O não pagamento regular das bolsas está a afetar a preparação dos atletas, alguns dos quais admitiram à sentirem-se prejudicados e serem obrigados a realizar menos treinos para "diminuir custos".
"Acho que não estão a perceber bem a forma como isto nos está a prejudicar", disse uma atleta à agência Lusa, admitindo que os custos de deslocação para os treinos "são incomportáveis" sem a verba da bolsa.
Humberto Santos afirma que "no final de 2010 o projeto tinha um défice de 180 mil euros" e admite que o do ano em curso "deve atingir os 200 mil".
O valor total do projeto paralímpico ascende a 1,9 milhões de euros, verba superior em 50 por cento à do ciclo anterior, mas que foi desde o início considerada "aquém das necessidades", pelo CPP.
Humberto Santos lembra que o projeto começou com 28 atletas e "atualmente engloba 43, devido sobretudo à inclusão de atletas com deficiência mental", cuja participação nos Jogos Londres'2012 só foi decidida já depois de o contrato-programa ter sido negociado.
O presidente do CPP garante já ter exposto a situação o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, Alexandre Mestre, e ao ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, mas continua a aguardar resposta.
Humberto Santos classifica toda a situação "como muito má", sobretudo pela "desestabilização que causa nos atletas", e teme consequências graves "se não houver um aditamento ao contrato-programa, tendo em vista o reforço de verbas".
Além do dinheiro das bolsas dos atletas, o CPP tem também em dívida, à Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes (FPDD) e de Remo - as duas que têm atletas envolvidos no projeto -, parte das verbas previstas para a preparação, nomeadamente estágios.
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