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Formação nacional ficou a apenas uma medalha de igualar a melhor participação de sempre. Presidente do Comité Paralímpico faz balanço positivo.
Portugal fechou este domingo com três medalhas a sua sexta participação em Jogos Surdolímpicos, elevando para 11 o número de pódios conseguidos desde a sua estreia na maior competição multidesportiva mundial para atletas surdos.
Após a participação na 22.ª edição dos Jogos Surdolímpicos, que terminam este domingo em Sófia, Portugal, que se estreou em Jogos Surdolímpicos em 1993, tem um registo de cinco medalhas de ouro, três de prata e três de bronze.
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A comitiva lusa na Bulgária, composta por 13 atletas de sete modalidades, ficou a uma medalha do melhor registo de sempre, conseguido há quatro anos em Taipé, quando Portugal arrecadou quatro medalhas.
Humberto Santos, presidente do Comité Paralímpico de Portugal, fez um balanço positivo da participação dos atletas lusos: "Faço um balanço muito positivo da participação, apesar de não termos atingido na totalidade o objetivo de igualar as quatro medalhas conseguidas há quatro anos, em Taipé".
Entre 65 países, Portugal termina a competição no 24.º lugar do "medalheiro", liderado de forma destacada pela Rússia, que esteve representada por mais de três centenas de atletas e conseguiu 64 medalhas de ouro, 50 de prata e 57 de bronze.
Em Sófia, as três medalhas portuguesas foram conseguidas por atletas "repetentes", que já tinham alcançado lugares no pódio em 2009.
Na luta greco-romana, Hugo Passos sagrou-se tetracampeão na categoria -66 kg, tornando-se o atleta português com mais medalhas de ouro, na mesma modalidade, em competições multidesportivas para pessoas com deficiência, nomeadamente Jogos Surdolímpicos e Paralímpicos.
Aos 33 anos e com o sonho de competir nos Jogos Olímpicos Rio'2016, Hugo Passos arrecadou a sua quinta medalha surdolímpica, pois além das quatro de ouro tem também uma de bronze, conseguida na luta livre.
No taekwondo, Hélder Gomes repetiu o bronze conseguido há quatro anos na categoria de -80 kg, depois de ter sido afastado da final pelo ucraniano Oleksii Sedov, num combate decidido nos últimos segundos. Hélder Gomes, que em 2012 também foi medalha de bronze na mesma categoria no campeonato do mundo de artes marciais para surdos, admitiu que o seu futuro desportivo é ainda uma incógnita, sobretudo devido à falta de apoios.
No judo, Joana Santos, que em Taipé tinha sido medalha de ouro, arrecadou a prata na categoria -63 kg, ao ser derrotada na final pela ucraniana final Kateryna Husyeva. No torneio open, aberto a todos os pesos, Joana Santos, que é campeã mundial da categoria foi afastada na primeira ronda.
Na natação, modalidade na qual Portugal apresentou o maior contingente, com sete nadadores - seis dos quais estreantes - foram batidos 16 recordes nacionais da categoria de surdos, e conseguidas várias melhores marcas pessoais. Tiago Almeida, coordenador técnico da modalidade, considera que ao longo de seis dias de competições foram cumpridos os objetivos "de bater recordes nacionais e de Portugal se aproximar do meio da tabela classificativa".
No ciclismo, modalidade na qual Portugal se estreou, um furo "travou" a ambição de Fábio Inácio na prova cross country olímpico, na variante de BTT. Na montanha de Vitosha, Fábio Inácio seguia no grupo da frente quando, devido ao rebentamento de um pneu longe da zona de assistência, foi obrigado a abandonar a prova. Tiago Silva, o representante português no karaté, sai de Sófia com um sétimo lugar na categoria -75 kg, e conseguiu o 16.º lugar no torneio open.
No atletismo, Messias Dias, o atleta mais velho da representação portuguesa, com 41 anos, foi sexto na final dos 10.000 metros e nono na dos 5.000 metros, provas que tiveram pódios totalmente quenianos.
A comitiva portuguesa recebeu a visita do secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, que reiterou o apoio do governo aos atletas surdos, nomeadamente através da criação de programa de preparação para os próximos Jogos, e das isenções fiscais nas bolsas. Emídio Guerreiro mostrou-se ainda disposto a ponderar a apresentação de uma candidatura portuguesa à organização dos Jogos Surdolímpicos de 2021, depois de ter sido desafiado por responsáveis do Comité Internacional de Desporto para Surdos (ICSD).
A próxima edição dos Jogos Surdolímpicos, competição criada em 1924 e que nesta 22.ª edição reuniu cerca de 5.000 atletas de 18 modalidades, realiza-se em Ancara, na Turquia, em 2017.
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