Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
"Não veremos nada no território nacional que seja comparável ao que foi visto nos Estados Unidos", garante ministro do interior
Seguir Autor:
O governo italiano garantiu esta quarta-feira no parlamento que os agentes federais norte-americanos do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em missão aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina'2026 não exercerão quaisquer "atividades operacionais" em território italiano.
"O ICE não exerce nem poderá exercer atividades operacionais de polícia no nosso território nacional. A segurança e a ordem pública são garantidas exclusivamente pelas nossas forças policiais [...] Não veremos nada no território nacional que seja comparável ao que foi visto nos Estados Unidos", afirmou o ministro do Interior, Matteo Piantedosi.
Numa audição na câmara de deputados para explicar a presença de elementos da controversa força policial em território italiano para os Jogos de Inverno, que começam na sexta-feira, e com vários deputados da oposição a usarem crachás com a inscrição «ICE Out» («ICE Fora»), o ministro insistiu que "os membros desta agência estarão envolvidos apenas em atividades analíticas e na troca de informações com as autoridades italianas durante os Jogos de Milão-Cortina".
Segundo o ministro do Interior do governo de direita e extrema-direita liderado por Giorgia Meloni, esta é "uma controvérsia completamente infundada", já que os agentes federais norte-americanos destacados para Milão-Cortina pertencem ao serviço de segurança interna responsável pela análise do combate ao terrorismo e à criminalidade internacional, e não à unidade responsável pela luta contra a imigração, cujos métodos suscitaram inúmeras protestos nos Estados Unidos.
Piantedosi recordou que a colaboração das autoridades italianas com o ICE remonta a mais de dez anos, em virtude de um acordo de cooperação policial assinado entre os dois países em 2009 e ratificado em 2014, "como sucede há anos em mais de 50 países, sem que ninguém jamais tenha ficado escandalizado", sublinhando que "já se revelou particularmente frutuosa" no combate ao crime transfronteiriço.
A líder parlamentar do principal partido da oposição, o Partido Democrático (PD, centro-esquerda), apontou que os tempos mudaram, assinalando que, "há dez anos, os Estados Unidos nunca teriam pensado em invadir a Gronelândia ou aplicar tarifas alfandegárias", e lembrou "os dois cidadãos indefesos assassinados [pelo ICE em Minneapolis], Renée Good e Alex Pretti, o que não foi um erro trágico, mas uma escolha política precisa" do Presidente Donald Trump.
"É a legitimação da violência do Estado, um Estado que se diz democrático e usa crianças como isco. Uma violência estatal generalizada, fruto de uma estratégia precisa. Neste contexto, o governo italiano deveria ter ficado alarmado com a possível presença do ICE, mas, em vez disso, limitou-se a proferir palavras embaraçosas e respostas ambíguas e contraditórias", deplorou Chiara Braga.
A presença de agentes federais do ICE numa missão de apoio aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, revelada na semana passada, desencadeou contestação em Itália, incluindo petições contra a presença no país que reuniram dezenas de milhares de assinaturas, à luz das operações violentas de agentes desta agência nos Estados Unidos.
Uma das primeiras figuras a expressar indignação foi o presidente da câmara de Milão, Giuseppe Sala (apoiado pela coligação de centro-esquerda), que se manifestou inequivocamente contra a presença na cidade de "uma milícia que mata".
As autoridades italianas negaram inicialmente a presença de agentes do ICE, tentando depois minimizar o papel do corpo de polícia dos Estados Unidos, sugerindo que apenas garantem a segurança da delegação norte-americana, já que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, vão estar presentes na cerimónia de abertura dos Jogos de Inverno, que decorrem entre 06 e 22 de fevereiro.
Chefe de missão, Pedro Flávio, fala das ambições lusas em Milão-Cortina'2026
"Não veremos nada no território nacional que seja comparável ao que foi visto nos Estados Unidos", garante ministro do interior
A esquiadora está a recuperar de rotura do ligamento cruzado anterior provocada por uma queda há... quatro dias
Italianos protestaram quando as autoridades anunciaram que agentes do ICE seriam enviados para Milão-Cortina
Tudo o que aconteceu no derradeiro dia da janela de inverno
Desvendamos o mistério do famoso meme do TikTok
Leandro Machado representou os leões, de 1997 a 1998, e o Santa Clara, em 2003. Atualmente era Secretário do Desporto da prefeitura de Santo Amaro da Imperatriz, no Brasil
Os 18 emblemas do escalão principal gastaram 424,9 ME