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Enquanto Francis Obikwelu voava para a prata em Atenas’2004, fez-se uma ‘luz’ em Carolina Duarte. Era o atletismo a paixão a seguir.
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Enquanto Francis Obikwelu voava para a prata em Atenas’2004, fez-se uma ‘luz’ em Carolina Duarte. Era o atletismo a paixão a seguir. "Entusiasmei-me imenso. E como já corria rápido atrás dos meus colegas a brincar aos ‘polícias e ladrões’, achei que o atletismo era o que queria". E assim foi. Aos 14 anos iniciou a sua carreira competitiva, depois de aventuras na natação, ténis, judo, esgrima, entre outras...
O jeito estava lá, mas o atletismo era mesmo aquela paixão. E, pese embora ter um problema visual de nascença - que lhe permite ter apenas 10% de visão -, a atleta de 27 anos, licenciada em Gestão, competiu no atletismo de forma regular até bem recentemente e com resultados de realce: "Fui várias vezes campeã nacional de pista coberta dos 200 e 400 m, assim como campeã absoluta de 400 m".
Já a mudança para o desporto adaptado deu-se em 2016, depois de indicação do seu treinador Christopher Zah. De lá para cá, foi classificada como atleta paralímpica e, poucos meses depois, saiu dos Europeus IPC com três medalhas (ouro nos 100 m; prata nos 200; bronze nos 400). Agora, e mesmo tendo o seu técnico em Londres, continua a receber as suas indicações e a segui-las religiosamente. Assim como as que recebe de Obikwelu.
"Gosto muito dele. Não foi apenas um excelente atleta, mas também é uma excelente pessoa. Tem muito para dar, gosta de explicar, de dar sugestões, de ajudar. Ter um medalhado olímpico, o atual recordista europeu, a ajudar-nos assim no dia a dia, faz-me sentir sortuda. O Francis é um padrinho."
Para Carolina, Obikwelu é uma referência, mas não um ídolo, até porque, segundo diz, não é pessoa de ter ídolos. Opta, ao invés, por usar o termo referência. E aí há um outro nome que se destaca. Cristiano Ronaldo. "É um exemplo óbvio. Se calhar até pode não ser, porque ao início não o encarava assim. Era o melhor jogador do Mundo… Hoje em dia, comecei a ler mais coisas e percebo que ele é o melhor e não é por acaso, não é só porque nasceu com o dom de jogar futebol. Tem, obviamente, o dom, mas treina realmente mais do que toda a gente para estar onde está. Abdica de muitas coisas para estar ao mais alto nível. O percurso de vida do Ronaldo é algo que toda a gente devia tirar para si. Quer seja no mundo académico, profissional ou desportivo. É o melhor do Mundo e é isso que eu tiro da vida dele. Tem de se trabalhar muito. Não basta ter o dom, não basta correr rápido na escola, temos de trabalhar e acreditar mesmo que é aquilo que queremos. Se é isso que quero, é para isso que tenho de lutar. Tem de ser prioridade".
A complicada missão de viver em Lisboa
Da ‘chatice’ que são os transportes (especialmente os autocarros, por causa dos painéis de informação que para si são praticamente impossíveis de ver), passando pelos serviços administrativos – pela dificuldade na leitura do sistema de senhas, por exemplo –, para Carolina Duarte, viver em Lisboa, mesmo sendo a sua cidade natal, não é tarefa fácil. Ainda assim, a atleta do Sporting já aprendeu a relativizar. "Acabo por aceitar essa dificuldade como algo normal. Acho normal não conseguir ler as letras pequeninas. Encaro essas dificuldades de forma óbvia."
De regresso a cidade que bem conhece
Depois das presenças nos Europeus e nos Jogos Paralímpicos, eis que agora surge a primeira presença em Mundiais IPC. E, curiosamente, numa das cidades que mais marcou a vida de Carolina Duarte: Londres. Foi ali, entre 2015 e 2016, que viveu "uma aventura gigante", conforme a própria admite. Por lá chegou a ter três empregos (trabalhou numa barraquinha de hambúrgueres, fez entregas de correspondência e ainda foi guia turística), conheceu o seu atual treinador e é por lá que esta semana, a partir de sexta-feira, tentará conquistar mais medalhas para Portugal na sua ainda curta, mas já bem recheada de sucesso, carreira enquanto atleta paralímpica. "O objetivo inicial é fazer recorde pessoal. Depois, é o mesmo de todos os que competem. Estando ao nível a que estou, treinando como treino, obviamente que o objetivo é uma medalha. Senão não fazia sentido ir só para participar. Vou dar o meu melhor, claro, mas espero que seja uma medalha", assegurou Carolina.
Medalhas que são desde já uma promessa tendo em vista Tóquio’2020, isto depois da presença no Rio’2016. "Os Jogos são algo grandioso. Não tem explicação. Só quando se vive é que se percebe. Entrar no estádio e ouvir aquele barulho... Eu adorei. Espero mesmo ir a Tóquio para poder viver algo semelhante, agora num país diferente. E não saio de lá sem uma medalha!", garantiu.
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