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Guia Prático
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São muitas as especificidades do desporto paralímpico que o tornam complexo e, simultaneamente, apaixonante. Complexo por ter como base um sistema de classificação funcional desportiva detalhado que coloca os atletas em competição apenas contra outros em condição semelhante para a prática da modalidade em questão. Apaixonante por abranger atletas de várias áreas da deficiência, com limitações mais ou menos severas que são transformadas em cada segundo em desporto de alto rendimento com todo o esforço e emoção que lhe são inerentes.
Mas vamos por partes. Como se estrutura o desporto paralímpico? A lógica é simples e pode ser explicada com referência à modalidade de judo. No judo, os atletas competem por categorias de peso para tornar a competição mais justa – não seria razoável ter um judoca de 110 kg a combater contra outro de 65 kg. No desporto paralímpico o raciocínio é semelhante: os atletas são enquadrados em classes desportivas em função do impacto que a sua deficiência tem no desempenho desportivo de determinada modalidade. Na natação, por exemplo, os atletas com deficiência motora integram classes que vão da S1 à S10, em que quanto maior o número (de 1 a 10), menor o impacto da deficiência na prestação desportiva. Regra geral, assim é na maioria das modalidades, o que torna a competição mais justa e permite que a verdade desportiva saia a ganhar.
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Qualquer atleta com deficiência só pode participar em provas internacionais depois de ser classificado e consequentemente integrado numa classe desportiva. Esta classificação é efetivada por técnicos especializados, avaliadores, fisioterapeutas e/ou médicos, obedecendo a critérios particulares em função de cada modalidade. O processo decorre para todos os desportos e áreas da deficiência sem exceção, nomeadamente a deficiência visual, a intelectual e a motora. A deficiência auditiva fica fora destas contas na medida em que os atletas surdos competem numa competição exclusiva: os Jogos Surdolímpicos.
Importa também perceber que o calendário paralímpico contém 22 modalidades mas que são poucas as que englobam as três áreas da deficiência. Atletismo e natação aparecem no comando do pelotão das modalidades mais inclusivas por integrarem atletas com deficiências motora, visual e intelectual. Já o boccia é uma modalidade exclusiva do programa paralímpico e inclui apenas a deficiência motora, tal como a canoagem e a equestre. O ciclismo inclui as deficiências visual e motora e o judo integra apenas atletas cegos ou com baixa visão. Deporto paralímpico é sinónimo de inclusão.
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