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Desqualificação de um adversário leva ciclista natural de Coimbra de 9.º para 8.º lugar
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Ao segundo dia de competição, Telmo Pinão assegurou o primeiro diploma para a comitiva portuguesa nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Em ação no ciclismo de pista, o português, de 41 anos, até começou por fazer o 9º melhor tempo nas eliminatórias de 3.000 metros perseguição individual C2, ditando inicialmente que ficaria por pouco às portas do diploma paralímpico, mas acabou mais tarde por subir na classificação e precisamente para o 8º posto da geral. Pinão beneficiou da desqualificação do ciclista belga, Edwoud Vromant, chegando assim à ambicionada posição da tabela.
O adversário belga, campeão do Mundo, tinha alcançado o melhor registo da eliminatória com um tempo de 3.30,290, que significava até um novo recorde mundial, mas teve o resultado anulado devido a uma irregularidade na bicicleta, mais concretamente no que diz respeito à posição do selim. Quem saiu a sorrir foi Telmo Pinão. O corredor natural de Coimbra conseguiu percorrer os 3.000 metros de pista em 4.03,192 minutos, batendo até o recorde nacional da classe, que o próprio tinha fixado no Campeonato do Mundo de 2019, com 4.07,911. Esta prova na pista foi também um pequeno aquecimento para Telmo Pinão nos Jogos Paralímpicos, já que o português irá ainda representar o ciclismo nacional no contrarrelógio e prova em linha C2.
De resto, a prova de 3.000 metros perseguição individual C2 ficou marcada pela queda de recordes em várias ocasiões. O anterior recorde do Mundo, que pertencia a Vromant (3.36,322), foi batido duas vezes, primeiro pelo japonês, Shota Kawamoto (3.36,117), e depois pelo francês, Alexandre Leaute (3.31,817). O gaulês chegou à disputa pela medalha de ouro com o melhor tempo nas eliminatórias e ainda melhorou esse registo no duelo decisivo. Frente ao australiano, Darren Hicks, Leuate não deu hipóteses e garantiu a vitória na categoria, graças a um tempo de 3.31,478, estabelecendo um novo recorde mundial.
"É mais um rebuçadinho..."Se já tinha ficado satisfeito pelo resultado inicial, em que fixou um novo recorde nacional, melhor ainda ficou Telmo Pinão quando soube que tinha garantido um diploma paralímpico. "Sinto-me feliz por aquilo que fiz, por este resultado. É mais um rebuçadinho que cai assim de repente. Sei que deixei ficar lá tudo em prova. Acaba por ser um trabalho de anos. Principalmente nesta classe (C2) e desde que comecei a levar isto mais a sério, a partir de 2014/2015, com uma preparação de alto rendimento. Chegar aqui, numa época em que andei sempre no top, para mim é muito bom. Sinto que mereço", assumiu. De resto, o ciclista, de 41 anos, destacou a qualidade da prova em que participou e como conseguiu desfrutar da competição: "Tirar 4 segundos ao meu recorde aqui é muito bom. Ainda por cima com esta qualidade de atletas. Depois de acabar a prova, fiquei um pouco como espetador. Gosto de ciclismo e de viver a modalidade..."
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