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Jorge Vieira justifica opinião com o conflito na Ucrânia e com o abuso de doping
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O presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) assumiu esta segunda-feira ser contra a participação de atletas russos e bielorrussos nos Jogos Olímpicos Paris'2024, devido ao conflito com a Ucrânia e ao abuso de doping.
"Não só pela questão do conflito, mas já por questões anteriores que têm a ver com o doping, em que eu e nós (Federação) entendemos que a luta deve ser implacável contra a dopagem", disse à Lusa Jorge Vieira, tendo feito notar ainda que "a invasão da Ucrânia é imperdoável" e que "não há argumentos olímpicos que consigam ultrapassar isso".
O dirigente falava à margem da apresentação dos Campeonatos Nacionais de Estrada de 10km e milha, que vão decorrer naquela cidade ribatejana nos dias 13 e 14 de janeiro de 2024.
Na ocasião, deu conta de "não estar a ponderar", sem rejeitar, uma eventual candidatura à presidência do Comité Olímpico de Portugal (COP), e indicou estar alinhado com a posição da World Athletics, que anunciou que o atletismo em Paris2024 não terá participantes russos ou bielorrussos, contrariamente ao Comité Olímpico Internacional, que recomendou às Federações aceitarem atletas russos e bielorrussos nos Jogos Paris2024, desde que a competir sob bandeira neutra.
"A minha leitura é de obediência à minha Federação Internacional, naturalmente. Não só por dever institucional, sendo uma Federação associada seguimos a orientação política da World Athletics, mas, se me perguntar pessoalmente, concordo. Concordo perfeitamente, não só pela questão do conflito, mas já por questões anteriores que têm a ver com o doping (...), com provas provadas de que havia um sistema organizado na Rússia e na Bielorrússia de manipulação dos resultados" através do doping, afirmou.
Jorge Vieira lembrou que a World Athletics "investigou toda essa situação e baniu estes países enquanto não encontrassem uma organização a nível nacional que fizesse face de uma forma consequente a este problema da dopagem", situação que se mantém.
"O que veio a seguir, do conflito, da invasão da Ucrânia, para nós também, obviamente, é imperdoável. E eu digo muitas vezes para mim próprio, e pela primeira vez o digo publicamente: não há argumentos olímpicos que consigam ultrapassar isto. Tenho muitas dúvidas sobre mesmo a permissão de deixar entrar atletas russos, mesmo com uma camisola neutra, serão sempre russos, serão sempre indicados como russos. E eu acho que é imperdoável, humanamente falando, que tal possa acontecer nos dias de hoje", sublinhou.
Questionado sobre a forma de ultrapassar a questão, Jorge Vieira disse que a mesma "só vai terminar quando a Rússia sair do território ucraniano" e "quando apresentar um programa de controle da dopagem", tendo rejeitado a aplicação de uma trégua olímpica.
"A trégua olímpica é um termo que normalmente é utilizado (...) para que todos participem irmãmente, mas isso é uma leitura da trégua olímpica antiga grega, que não tinha nada a ver com invasões territoriais como se passa hoje na Europa, no século XXI, não tem nada a ver com a leitura das tréguas olímpicas que havia na Grécia Antiga nos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Apresentar hoje esse argumento é obviamente hipócrita e é falacioso", defendeu.
Tomar é a cidade que vai acolher os Campeonatos Nacionais de Estrada nos dias 13 e 14 de janeiro de 2024, com a 31.ª edição da prova de 10 quilómetros, a I edição da Milha (1.609.34 metros), a par de uma prova aberta e uma caminhada.
A organização, que aponta para uma previsão de 1.700 atletas, é da Federação Portuguesa de Atletismo, em colaboração com a Associação de Atletismo de Santarém e o Município de Tomar, e parceria técnica e logística da Cabreira Solutions.
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