Ex-velocista polaco pede que seja feito teste a atleta da Namíbia "para provar que é mulher"

• Foto: Reuters

Marcin Urbas, antigo velocista polaco, teceu duras críticas a Christine Mboma, atleta da Namíbia que compete nos 200 metros femininos e que, segundo o mesmo, tem hiperandrogenismo: uma "vantagem de testosterona" visível "a olho nu", frisando ser uma "injustiça clara" que esta possa competir contra mulheres. Urbas chega mesmo a comparar a atleta, de 18 anos, à altura em que ele mesmo tinha essa idade, frisando que Mboma tem "parâmetros" de um rapaz.

"Gostaria de pedir a Mboma a realização de um teste completo para termos a certeza de que é uma mulher", começou por dizer o polaco, antes de explicar o impacto que o hiperandrogenismo (excesso de testosterona) tem na performance da atleta: "A sua vantagem de testosterona sobre os outros participantes é visível a olho nu. Na maneira de se movimentar, na técnica, aliada à sua velocidade e resistência. Tem parâmetros de um rapaz de 18 anos. No meu caso, naquela idade fiz a prova [200 metros] em 22.01 segundos. Ela fez 21.97 em Tóquio".

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Afirmando que a atleta não deveria "competir em tal ambiente", numa prova feminina, Urbas defende que Mboma seja sujeita a um tratamento: "Se ela não tivesse níveis de testosterona mais altos, seria normal. Apesar disso, ela apresenta-se nos Jogos Olímpicos contra mulheres. Deveria fazer um tratamento de redução de testosterona. Até então, não deveria ser permitido competir em tal ambiente", rematou.

Recorde-se que a velocista da Namíbia tinha impressionado durante uma prova de 400 metros, onde conseguiu uma notável  marca de 48.54 segundos, a sétima melhor de sempre na distância.

Por Record
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