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Laurel Hubbard, halterofilista de 43 anos, cumpriu todos os requisitos do Comité Olímpico Internacional
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Laurel Hubbard, halterofilista neozelandesa de 43 anos e a primeira atleta transgénero na história dos Jogos Olímpicos, está a causar polémica e um rol de reações à volta do universo desportivo. Aos 35 anos, fez a mudança de género depois de completar um processo hormonal que permitiu a mudança de nome de Gavin para Laurel, e oito anos depois vai ser a mais velha participante na sua modalidade.
Ora, se é verdade que a atleta cumpriu todos os requisitos do Comité Olímpico Internacional (COI) para se inscrever na competição, também é verdade que passou a sua vida inteira a treinar e a competir com homens. E este é o principal argumento das restantes atletas que estão contra a sua participação: "Qualquer pessoa que já tenha treinado levantamento de peso, sabe que uma coisa é certa: esta situação em particular é injusta para o desporto e para os desportistas. É uma piada de mau gosto", frisou Anna Van Bellinghen, belga que vai ser uma das adversárias da neozelandesa.
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Desde que compete contra mulheres, Hubbard conquistou a prata no Mundial de 2017 e o ouro nos Jogos do Pacífico de 2019. Questionado pelo jornal 'Marca' sobre a sua participação, o presidente da Federação Espanhola, Constantino Iglesias, também se mostrou contra a decisão: "Sinceramente, não me parece nada justo. Há que aceitar as normas do COI, mas é um tema que deve ser estudado no futuro. Eu vi esta pessoa a competir quando o fazia contra os homens. Seguramente não se conseguiria qualificar se fosse para a prova masculina, e agora vai ter hipóteses de sair medalhada. Está claro que, por lei, é legal, mas é injusto porque tem mais força e a sua massa óssea não muda em tão pouco tempo. Compete há muitos anos com homens, e acredito que seja mau para os Jogos. Depois faremos reuniões para abordar este tema", criticou.
Ora, se há opiniões contra, também as há a favor. É o caso de Josué Brachi, atleta olímpico espanhol na mesma modalidade mas que participa numa categoria diferente (56kg): "A sua participação vai ser boa, se compete é porque pode. Vai fazer com que se abra um pouco mais a mente deste desporto que sempre foi considerado de homens brutos, e que agora fará com que se quebrem muitos estigmas. A participação é legítima, e o facto de já ter competido enquanto homem não afeta em nada o seu desempenho atual".
Alba Sánchez, halterofilista espanhola, considera "positiva" a participação de Hubbard: "Do meu ponto de vista, parece bem por dois motivos: o moral e o científico. Fiz uma pequena investigação sobre estes temas porque também conheço uma pessoa que faz Powerlifting, que antes era homem, e agora é mulher e compete na categoria feminina. Estas pessoas devem ser aceites. Sofrem muito durante a mudança. Uma pessoa transgénero deve ser reconhecida pela pessoa que é agora e não por quem era antes", defendeu.
A atleta neozelandesa tem sido muito requisitada pelos meios de comunicação um pouco à volta de todo o mundo, mas encontra-se "tranquila, focada, e longe de qualquer crítica", como descreve a 'Marca'.
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