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Comunicado da FPJ revela que há compromissos que têm de ser cumpridos sob pena de agravamento das sanções da FIJ
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Duas associações distritais, Santarém e Coimbra, pela voz de António Leal e Jorge Fernandes, respetivamente, reclamaram à Federação Portuguesa (FPJ) o devido pagamento de duodécimos, atrasados em seis meses, pedindo mesmo a demissão de Sérgio Pina, presidente federativo, e com apelo à intervenção da Tutela.
Em consequência das declarações dos dois dirigentes a Record, a FPJ emitiu este domingo um comunicado, defendendo-se das acusações, que considera serem injustas face à difícil situação finaceira do organismo.
Eis o comunicado na íntegra:
"A Federação Portuguesa de Judo tomou conhecimento das recentes notícias e declarações públicas, relativas ao pagamento dos duodécimos às Associações Distritais, proferidas designadamente pelos responsáveis da Associação Distrital de Judo de Santarém e da Associação Distrital de Judo de Coimbra, entendendo ser seu dever prestar os devidos esclarecimentos.
A atual Direção, bem como toda a comunidade judoca portuguesa, herdou uma situação financeira particularmente exigente, resultante de compromissos assumidos no passado, no âmbito da anterior liderança, desajustados à realidade financeira da Federação. Esta herança tem condicionado, de forma significativa, a gestão corrente e a capacidade de resposta imediata a todas as obrigações.
Importa ainda referir que a FPJ - Federação Portuguesa de Judo tem, neste momento e de forma mais premente, a responsabilidade de assegurar o pagamento de aproximadamente 200.000 euros à International Judo Federation até ao próximo mês de junho, caso contrário, a sanção aplicada à FPJ pela IJF (atualmente suspensa por força do acordo alcançado) volta a estar em vigor e passa, igualmente, a haver um agravamento da dívida em cerca de 1 milhão de euros, com consequências extremamente gravosas para toda a modalidade.
Perante este enquadramento, a Direção tem vindo, dentro daquilo que lhe é permitido, a gerir, de forma responsável, a estabilidade institucional e o cumprimento das obrigações que garantem a continuidade da Federação no plano internacional, bem como a possibilidade de os atletas competirem a nível internacional, sem nunca descurar o compromisso de regularização dos apoios às Associações Distritais.
Não pode, contudo, deixar de se assinalar a incoerência de algumas posições públicas recentemente assumidas. Em sede própria, nomeadamente em Assembleia Geral da FPJ - Federação Portuguesa de Judo, foi reconhecida a necessidade de apoiar a atual Direção e de realizar os sacrifícios indispensáveis à recuperação da Federação. Nesse sentido, não se compreende que, fora desse contexto, surjam agora apelos à demissão, em clara contradição com o anteriormente defendido.
A Federação entende igualmente que todos os agentes da modalidade devem assumir, com sentido de responsabilidade, o seu papel no percurso recente da instituição, não sendo possível dissociar o presente das decisões anteriormente tomadas.
Informa-se ainda que se encontram em curso procedimentos internos de análise e verificação, para apoio dos processos judiciais em curso, à gestão anterior, com vista ao completo apuramento de responsabilidades, no estrito respeito pelos mecanismos legais e institucionais aplicáveis.
Por fim, lamenta-se que este tema tenha sido colocado no espaço público de forma precipitada, com com declarações contraditórias que em nada contribuem para a estabilidade, confiança e credibilidade do Judo português.
A Federação Portuguesa de Judo reafirma o seu total compromisso com a resolução desta situação, com transparência, responsabilidade e diálogo institucional, apelando à união de todos os intervenientes em torno do interesse maior da modalidade."
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