Miguel Gago (66 kg) venceu um combate e acabou em 9.º no Europeu de Tbilissi

Maria Siterot (56 kg) e Bernardo Tralhão (60 kg) foram eliminados ao 1.º combate

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Miguel Gago
Miguel Gago • Foto: FIJ

Uma questão de timing levou o judoca Miguel Gago (57.º no ranking mundial dos 66 kg) ao tapete, num combate equilibrado diante do vice-campeão europeu em 2025, o russo Murad Chopanov (8.º), mas que ditou a eliminação, esta quinta-feira, nos Europeus em Tbilissi, na Geórgia.

"Quando eu fui fazer um ataque, ele fez um ataque ao mesmo tempo, e pronto, acabei por levar ali um yuko, mesmo no limite. No minuto final, depois tive de arriscar, e caí depois outra vez, mas aí já não me interessava muito, porque tinha de dar a volta ao combate", analisou o judoca, em declarações à agência Lusa.

Miguel Gago terminou em 9.º lugar, com o judoca da Académica a disputar dois combates, saindo com uma vitória, diante do lituano Simas Polikevicius (152.º), e uma derrota com Chopanov, que acabaria por conquistar a medalha de ouro.

"Senti-me bem, apesar de tudo, senti-me bem. A competir, senti-me à altura, física, taticamente, tudo. Ali no segundo combate, acho que foi um momento infeliz para mim, porque foi mesmo um momento de timing", disse ainda o judoca do emblema de Coimbra.

No primeiro dia dos Europeus, competição na qual Portugal ainda terá mais quatro judocas em ação até domingo, no tatami do Palácio Olímpico dos Desportos estiveram também Bernardo Tralhão (60 kg) e Maria Siderot (52 kg), com sensações diferentes na derrota.

Bernardo Tralhão (116.º a 60 kg), em estreia absoluta na competição continental de seniores, disse ter sentimentos mistos no desempenho final nesta sua primeira vez.

"Não estou nem feliz, nem triste, com o combate, estou no meio-termo, porque como eu disse antes de vir para cá, nenhum combate é fácil, mas eu sei que tenho capacidades para conseguir disputar uma medalha", referiu.

O judoca, que perdeu no prolongamento do combate com o espanhol Luis Barroso Lopez (47.º), entrou em ação quase em simultâneo com Maria Siderot (56.ª a 52 kg), que lutou no tapete contíguo, diante da checa Tereza Bodnarova (95.ª) e também com a decisão a acontecer já no golden score.

Ao contrário do maior equilíbrio entre Tralhão e Lopez, no seu combate, Siderot esteve quase sempre por cima diante da checa, mas teve um minuto final em completa perda, permitindo o anular de vantagens de wazari e yuko.

A judoca, que tinha começado o combate praticamente a vencer, com pontuações importantes nos primeiros segundos, teve uma parte final para esquecer, com a mesa a reverter uma decisão nos últimos minutos e a levar o combate para lá dos quatro minutos iniciais.

No tempo extra, Siderot acabaria mesmo por ver escapar o objetivo de seguir em frente, com novo waz-ari para Bodnarova, e reconheceu que lhe faltou frieza na gestão do combate, no qual até podia ter recebido castigos para gerir a vantagem.

"Volto a estes palcos com quatro combates feitos este ano. Por isso, perde-se um pouco coisas que se treinam com uma paragem longa, mas tenho de voltar a ter essa noção, essa capacidade, de ter esse controlo, essa frieza (...). Não é falta de capacidade, nem de técnica de judo, porque a este nível é difícil projetar assim logo duas vezes, acho que foi mais aquela ansiedade, pois parece que eu luto comigo mesma, e não propriamente com a adversária, e acabo por fazer erros, que aí está, custam caro", reconheceu a judoca.

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