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Piloto não esqueceu os restantes atletas portugueses com bons resultados, falando numa semana "muito boa" para o país
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O piloto português António Félix da Costa, que venceu pela segunda vez a prova de Fórmula 3 em Macau, disse que este domingo é "um dia incrível" e o culminar de uma semana "muito boa" para o desporto nacional.
"Isto foi um dia incrível para Portugal. O desporto em Portugal está numa fase muito, muito boa. O Melo Gouveia no golfe, o Frederico Morais e o Vasco Ribeiro no surf, o Tiago e eu aqui, foi uma semana muito, muito, muito boa, com todos a terem grandes resultados e esta foi para Portugal", disse.
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António Félix da Costa, de 25 anos, venceu este domingo a prova de Fórmula 3 do 63.º Grande Prémio de Macau, repetindo a vitória de 2012, uma das maiores da sua carreira. Horas antes, Tiago Monteiro (Honda) tinha-se tornado no primeiro português a ganhar a Corrida da Guia do Grande Prémio de Macau.
Félix da Costa representou a mesma equipa de há quatro anos, a Carlin, e ficou à frente do sueco Felix Rosenqvist (Dallara Mercedes) e do brasileiro Sérgio Sette Câmara (Dallara Volkswagen).
"O Tiago pôs-me pressão em cima quando ganhou hoje de manhã. E eu agora também tenho de ganhar obrigatoriamente", disse.
Apesar de sentir que não tinha "nada a provar", António Félix da Costa disse que "é competitivo demais" e que não conseguia "vir a Macau e não ser ambicioso o suficiente para ganhar".
"O Felix hoje fez uma corrida inacreditável: vir de sexto para segundo, tem de se dar valor a isso", disse.
Por outro lado, observou que Rosenqvist "veio seis anos seguidos, por isso estava com muito mais rodagem, e ganhar-lhe aqui também prova um ponto importante".
À semelhança de 2012, António Félix da Costa não conteve as lágrimas no pódio.
"Hoje eu disse: já ganhei isto uma vez, é só para curtir, mas de facto, quando entro no pódio, vejo mais portugueses do que sei lá o quê, até pessoas de olhos em bico, asiáticas, a falar português perfeito e isso impressiona-me de uma forma incrível aqui em Macau. Toda a gente a cantar o hino foi incrível", disse.
O piloto que correu em Macau sem patrocínios, "pela importância que esta corrida tem e pela diversão que é", não vai repetir o circuito ao volante de um carro de Fórmula 3.
"Temos de passar ao próximo capítulo. A minha vida agora é com a BMW, eles têm um carro aqui a correr no GT, têm planos bons para mim no futuro e agora tenho é que ir correr com os velhotes, com os maduros, ali nos GT", disse.
O brasileiro Sérgio Sette Câmara, que chegou a liderar a corrida, disse no final estar "muito feliz com o resultado".
"Sei que dei o meu melhor, tentei manter a primeira posição, acho que deu um pouquinho de má sorte com o safety car, que apagou a luz muito tarde, acabou atrapalhando-me, só que é isso: Macau é uma lotaria e às vezes você vai beneficiar disso e às vezes não", disse.
O brasileiro, de 18 anos, reconheceu a experiência dos pilotos que terminaram à sua frente.
"São pilotos muito experientes, eles estão correndo o ano inteiro, em circuitos de rua, e o ritmo deles, o preparo físico e mental deles, para encarar muitas voltas no limite no circuito de rua, é realmente impressionante. Eu admiro isso", afirmou.
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